Michael Kappeler/AFP
Michael Kappeler/AFP

Após 11 anos, ciclista Michael Rogers recebe bronze de Atenas

Doping de americano causou a troca de posições no pódio

Karolos Grohmann, Reuters

01 de setembro de 2015 | 16h20

O ciclista australiano Michael Rogers recebeu oficialmente uma medalha olímpica de bronze na segunda-feira – 11 anos depois da corrida em que a conquistou.

O atleta de 35 anos terminou a prova na Olimpíada de Atenas em 2004 no quarto lugar, mas depois que Tyler Hamilton, o vencedor da competição, perdeu seu ouro três anos atrás por doping, Rogers foi elevado para a terceira colocação.

“Que honra enorme”, disse Rogers durante uma cerimônia na sede do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Lausanne, na Suíça, à qual compareceram o presidente da entidade, Thomas Bach, seu vice, John Coates – que na ocasião era o líder da delegação australiana – e o chefe da União Internacional de Ciclismo (UCI, na sigla em inglês), Brian Cookson.

“Quando me lembro daquele dia, 11 anos atrás, em Atenas, minha primeira reação é um sorriso. Esta medalha de bronze me dá uma grande satisfação e acrescenta algo tangível às minhas ótimas lembranças”, declarou Rogers.

No ano passado, o COI aprovou uma nova regra como parte das reformas de sua Agenda 2020 com o objetivo de homenagear atletas saudáveis, que recebem uma medalha olímpica após um caso comprovado de doping.

O norte-americano Hamilton inicialmente teve permissão para ficar com a medalha em 2004, apesar de ter apresentado teste antidoping positivo, porque o laboratório destruiu acidentalmente a amostra B.

Ele então foi flagrado em um teste de sangue em 2005 e banido do esporte por dois anos, e novamente em 2009, quando foi afastado por oito anos, e em 2011 finalmente admitiu ter usado doping.

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