Cidade gasta R$ 15,5 mi para realizar a corrida

Valor é referente ao custo das reformas na pista e da montagem do circuito. Retorno financeiro pode atingir R$ 95 milhões

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2011 | 00h00

A Prefeitura de São Paulo gastou R$ 15,5 milhões com a F-Indy este ano. E calcula que a cidade terá entre R$ 80 milhões e R$ 95 milhões de retorno financeiro. Para o prefeito Gilberto Kassab (PSD), tais valores mostram que a corrida é um excelente negócio para a cidade. "A prova movimenta a economia. Isso é bastante positivo"", disse, ontem, em entrevista no Anhembi.

Do total investido, R$ 11,5 milhões foram gastos com recapeamentos das vias por onde os carros passarão e com a drenagem de parte da pista. Os R$ 4,5 milhões restantes correspondem ao trabalho de montagem, desmontagem do circuito e o armazenamento do material utilizado. Além disso, o Grupo Bandeirantes, promotor da prova, gastou R$ 60 milhões - grande parte vem de patrocinadores - para trazer equipamentos e integrantes das equipes ao Brasil.

"Foram feitos investimentos no recapeamento, que fica de legado para a cidade, assim como a correção da drenagem"", acrescentou o prefeito. Ele reiterou as vantagens do retorno financeiro. "Senão fica a impressão de que o evento custa para a cidade, o que é falso.""

O presidente da SPTuris, empresa de eventos da cidade, Caio de Carvalho, reforçou o conceito. "Há estudos que mostram que nesse tipo de evento o retorno é de 6 vezes o valor investido"", disse. "Tem dois lados: o ganho econômico (geração de empregos e gastos com alimentação e hospedagem, por exemplo) e o intangível, que é a divulgação da imagem da cidade.""

São Paulo tem contrato com a Indy até 2019. E a corrida vai ser realizada sempre no primeiro domingo de maio. "Queremos fixar essa data para a prova, que vai acontecer sempre imediatamente antes das 500 Milhas de Indianápolis"", disse Kassab.

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