Cidade que abrigar seleções na Copa de 2014 terá linha de crédito especial

Governo cobra juros subsidiados de municípios e empresas com interesse em hospedar equipes

WAGNER VILARON/O Estado de S.Paulo,

10 de fevereiro de 2012 | 03h04

SÃO PAULO - A polêmica quanto ao investimento de recursos públicos na organização da Copa do Mundo ganhou mais um capítulo. O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira a criação de uma linha especial de crédito para municípios e empresas interessadas em sediar os Centros de Treinamento que receberão as seleções durante a Copa do Mundo de 2014.

A iniciativa consiste em oferecer, por meio da Agência de Fomento Paulista, juros subsidiados pelo governo (2% ao ano + IPC/Fipe), carência de 24 meses e prazo de 10 anos para pagamento.

No caso das prefeituras, a ideia é de que a linha de crédito seja utilizada no contestado financiamento de construção, ampliação e reforma de arenas esportivas. A iniciativa privada contará com o incentivo para o incremento da infraestrutura, como construção de hotéis, pousadas e centros esportivos privados.

O anúncio foi feito durante a abertura do seminário "Cidade Base - Oportunidades e Desafios em sediar Centros de Treinamento de Seleções para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014", no Palácio dos Bandeirantes, evento organizado pelo Comitê Paulista.

"Os municípios têm duas alternativas: a lei do incentivo do Esporte, onde as cidades base vão poder solicitar a possibilidade de investimentos para o município ou o financiamento por meio da Nossa Caixa Desenvolvimento, com juros de 2% ao ano. Vale para a iniciativa privada e pelas prefeituras municipais", explicou o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

ESTRUTURA

Até agora, 43 cidades paulistas inscreveram-se para receber as delegações. Cinco delas foram excluídas do processo por não apresentarem condições mínimas de infraestrutura aeroportuária. Para receber as seleções é preciso que estes municípios estejam aptos a receber aviões com capacidade mínima de 120 passageiros.

Nas vistorias realizadas constatou-se que o comprimento da pista e a qualidade do asfalto de alguns aeroportos não estão dentro das normas para receber aeronaves deste porte. A condição dos hotéis também pesa na decisão.

FELIPÃO 

"Fazem muito terrorismo com a Copa do Mundo." Com esta frase, o técnico Luiz Felipe Scolari procurou desmerecer a argumentação da ala mais cética da sociedade brasileira que vê sérios riscos de o País ser exposto a um vexame internacional durante a realização da Copa do Mundo de 2014.

Técnico da seleção brasileira na campanha do pentacampeonato no Mundial da Coreia do Sul e do Japão, Felipão foi convidado pela equipe do governador Geraldo Alckmin para dividir sua experiência em Copas do Mundo com os participantes do evento de ontem, no Palácio dos Bandeirantes.

Carismático, Felipão procurou mostrar-se otimista com a organização do Mundial brasileiro. "Às vezes temos aqui o que outros países não têm. Nossos centros de treinamento, por exemplo, são muito bons. Na preparação física, posso falar, somos os melhores", afirmou.

O treinador do Palmeiras falou durante aproximadamente 20 minutos para uma plateia de prefeitos e representantes de 30 cidades paulistas interessadas em receber as seleções que disputarão da Copa de 2014. Para isso, contarão com linha de financiamento do governo do Estado.

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