Cielo ainda melhor que em Pequim

Brasileiro chegará a Roma com o peso da fama e do favoritismo, mas confiante pelos bons tempos feitos nos treinos

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

19 de julho de 2009 | 00h00

César Cielo disputará o Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos em uma condição bem diferente da que enfrentou nos Jogos de Pequim. Na China, era uma promessa que se transformou na primeira medalha de ouro olímpica da natação nacional. Em Roma, o atleta chega como o homem a ser batido na prova dos 50 metros livre e está otimista quanto à possibilidade de corresponder às expectativas de sair da piscina com a vitória, feito que o Brasil alcançou apenas com Ricardo Prado, nos 400 metros medley, em 1982, em Guayaquil, no Equador. Na ocasião, o brasileiro ainda estabeleceu o recorde mundial, com 4min19s78."Uma coisa boa, que me dá confiança, são os meus tempos na preparação para o Mundial, melhores do que os obtidos antes da Olimpíada", diz o nadador. No entanto, segundo ele, garantir medalha de ouro ou um recorde é difícil porque há muito equilíbrio entre os adversários nas provas rápidas. Uma mostra ocorreu no Circuito Marenostrum de Canet, na França, quando perdeu para o francês Fred Bousquet na final dos 50 metros livre por um centésimo e não se classificou para a decisão dos 100 metros. "Nos 50 e 100 livres, se você errar está fora. Pode pôr tudo a perder por um erro besta."Cielo deve optar por dois tipos diferentes de maiô em Roma. "A ideia inicial era usar apenas o R-Evolution Plus, mas como a Fina aprovou o X-Glide na última hora e nadei bem com ele nas seletivas americanas em Indianápolis acho que vou revezar." Segundo ele, o modelo usado nos Estados Unidos foi bastante eficiente e só não será o "titular" absoluto na Itália por trazer um grande incômodo na hora da competição. "Ele é difícil de vestir. Leva 40 minutos para colocar da primeira vez." Cielo conta que a proposta de usar um maiô verde em Roma não vingou. Sua fornecedora de material esportivo, a Arena, não conseguiu aplicar a cor na suas roupas. "Mas terei uma coisa especial na touquinha, que será personalizada." A empresa, em compensação, garantiu ingressos para a família acompanhá-lo em Roma, evitando o desgaste de Pequim, quando o pai, César, e a mãe, Flávia, quase ficaram de fora do Cubo D?Água por falta de ingressos. Privilégio de campeão olímpico.Descendente de italianos, Cielo quer arranhar algumas palavras no idioma dos antepassados. "Comprei um livro com CD para treinar, mas só vai dar para falar o básico."DESAFIONeste domingo, a equipe feminina de polo aquático estreia no Mundial. As adversárias nas piscinas do Foro Itálico serão as holandesas, campeãs olímpicas. Também serão realizadas as eliminatórias de solo técnico do nado sincronizado.

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