Cielo e Maurren, os novos heróis nacionais

Não foram somente os estrangeiros os protagonistas de proezas na Olimpíada de Pequim. O Brasil também viu surgir novos heróis, vindos do interior de São Paulo. O nadador César Cielo fez o País conhecer sua cidade natal, Santa Bárbara D?Oeste, ao conquistar a medalha de ouro nos 50 metros, a primeira da história da natação nacional. O feito rendeu ao nadador o título de autor do fato marcante do esporte nacional, com 27,02% dos votos dos 185 jornalistas que participaram da Pesquisa Estado e destaque masculino da enquete, com 79,59% das indicações.Na Olimpíada que ficou marcada pelo excelente desempenho das mulheres brasileiras, uma em especial se sobressaiu. Maurren Maggi superou anos de frustrações para ser a primeira atleta a conquistar o ouro em uma prova individual, o salto em distância. Por isso, a paulista de São Carlos foi o destaque feminino da enquete, com 83,78%% dos votos, à frente de Marta (5,40%) e da seleção feminina de vôlei (4,86%). Também foi a segunda colocada como fato marcante do esporte nacional com 16,21% dos votos, superando o ouro do vôlei feminino, 14,59%.Assim como acontece com muitos atletas brasileiros, a conquista de Cielo começou com o incentivo dos pais e uma grande dedicação ao esporte. Ainda adolescente, deixou Santa Bárbara D?Oeste para treinar em São Paulo com Gustavo Borges, que conquistou duas pratas e dois bronzes olímpicos. Em Pequim, superou o ídolo ao ganhar a medalha de bronze nos 100 metros livre e emocionou o País com o primeiro ouro da natação nacional nos 50 metros livre em 21s30, recorde olímpico. César - que no quesito destaque masculino superou o piloto de Fórmula 1 Felipe Massa (10,27%) e o bicampeão da Maratona de Nova York Marílson dos Santos (1,62%) - agradeceu à todos que votaram nele. E fez um pedido: "Acompanhe a natação no ano que vem. Teremos campeonatos muito legais." Em 2009, no Mundial de Desportos Aquáticos, César tentará bater o recorde mundial dos 50 metros livre. VOLTA POR CIMAEm poucas vezes na história uma atleta conseguiu dar a volta por cima como fez Maurren Maggi. Logo em sua primeira tentativa na final do salto em distância, Maurren conseguiu a marca de 7,04 metros, que garantiu a medalha de ouro. Mas não sem uma dose de emoção: em sua última tentativa, a russa Tatyana Lebedeva saltou apenas um centímetro a menos que a brasileira. Em 2003, flagrada no antidoping às vésperas do Pan de Santo Domingo, Maurren chegou a abandonar a carreira, por causa da suspensão de dois anos. Achava que não conseguiria realizar um sonho: disputar uma Olimpíada. A motivação para retomar os treinos veio da filha Sophia. "Precisava sustentá-la, mas não sabia fazer nada além do atletismo." Agora, não pretende parar tão cedo. Ano que vem, será a vez do Mundial. "Vou estar em Londres/2012."COLABOROU VALÉRIA ZUKERAN

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