Patrick B. Kraemer/EFE
Patrick B. Kraemer/EFE

Cielo é ouro no Mundial nos 100 m livre e bate recorde

Brasileiro vence o francês Alain Bernard e ainda crava a melhor marca do planeta da modalidade: 46s91

30 de julho de 2009 | 13h38

O brasileiro Cesar Cielo confirmou as expectativas e conquistou o primeiro ouro para o Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos, na Itália. Ele venceu os 100 m livres com 46s91, estabelecendo o novo recorde mundial da prova, sendo o primeiro na história a nadar abaixo dos 47 segundos.

Veja também:

mais imagens GALERIA DE FOTOS: As medalhas do Brasil em Roma

linkPhelps elogia César Cielo: 'Ele é incrível'

linkCésar Cielo diz que 'ainda tem mais'

linkRoma tem sete recordes mundiais no 5.º dia

linkThiago Pereira 'bate na trave', e Ryan Lochte fica com o ouro

linkHenrique Barbosa se classifica para final dos 200 m peito  

Com a vitória, os brasileiros voltam ao alto do pódio no torneio após 27 anos - a última vez havia sido com Ricardo Prado, em 1982, vencedor dos 400 m medley. Ele ainda coloca outra marca na história: é o primeiro brasileiro a vencer uma prova no Mundial e numa Olimpíada - foi ouro nos 50 m livre e bronze nos 100 m.

Para conquistar a medalha, Cielo, aos 22 anos, venceu os franceses Alain Bernard e Fred Bousquet, que terminaram respectivamente em segundo e terceiro lugares. O recorde mundial anterior era de 47s05, estabelecido em 13 de agosto de 2008, na Olimpíada de Pequim, com o australiano Eamon Sullivan.

Cielo não escondeu a emoção, ainda na beira da piscina, em entrevista ao SporTV. "É sensacional. Dois anos da minha carreira que eu dei um salto de um nadador que tentava alguma coisa para dar um salto. Trazer essa para o Brasil é muito bom. É um sonho sendo realizado. É difícil falar. Fica difícil até de pensar. Nadei como nunca nadei na minha vida todo. Mas valeu muito a pena. O nervoso ali não é fácil não. É a pressão em uma pessoa só e é muito bom".

"Foram seis meses de loucura de treino e agora é comemorar na maior alegria que poderia ter. O sonho de estar lá no pódio é muito bom", completa. O único incômodo: "É minha perna. Minha perna está bem pesada. Ano passado falei mal do pessoal [CBDA], mas esse ano eles fizeram tudo certinho e o resultado está aí para a gente comemorar", emenda.

O outro brasileiro na prova, Nicolas Oliveira, terminou na oitava e última posição da final, com o tempo de 48s01.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.