Clássico abre fase final:Brasil x Estados Unidos

Confronto servirá para mais um momento de estudo da rival, que vai estar no mesmo grupo da seleção na Olimpíada

O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h07

A seleção feminina de vôlei estreia na fase final do Grand Prix justamente contra o mais temido adversário: os Estados Unidos. As duas equipes fizeram a final dos Jogos Olímpicos de Pequim, com vitória brasileira, e atualmente as norte-americanas lideram o ranking mundial. São duas seleções candidatas à medalha em Londres e a partida de amanhã, às 2h da madrugada (com SporTV e Esporte Interativo), que será disputada no Beilun Sport, em Ningbo (China), tem tudo para ser mais um capítulo da rivalidade entre os times e mais um momento de estudo para ambos os treinadores.

"O jogo contra os Estados Unidos será mais um grande teste. Esse Grand Prix tem sido um teste desde o início. Jogamos contra seleções que vamos encontrar nos Jogos Olímpicos e a experiência está sendo benéfica", afirma José Roberto Guimarães. "O importante dessa fase final é continuar a nossa preparação para Londres e nada melhor do que pegar adversários difíceis. Nesta fase vamos enfrentar três seleções que vão estar no nosso grupo na Olimpíada", diz o técnico, referindo-se a Estados Unidos, China e Turquia.

Na fase de classificação, as duas equipes se enfrentaram, em São Bernardo, e as norte-americanas levaram a melhor e fizeram 3 a 1. Desta vez, o Brasil quer dar o troco, ainda mais porque o outro lado não terá força máxima. "Os Estados Unidos não vieram para a fase final com a equipe completa, mas, mesmo assim, é um time que tem uma qualidade técnica muito grande. No meio, elas jogam com a Bown, a Danielle Scott e a Harmotto. Na saída, com a Haneef e a Metcalf. Na ponta, com a Hodge e a Richards, a Davis de líbero, e a Glass levantando. Será mais um jogo difícil. O sistema defensivo das americanas é muito forte e elas são obedientes taticamente", explica Zé Roberto.

Os Estados Unidos venceram as duas últimas edições do Grand Prix, com o Brasil ficando na segunda colocação. Também fizeram a melhor campanha da primeira fase, com uma invencibilidade de nove partidas. Já a seleção brasileira ficou na quinta posição, com altos e baixos durante o torneio. A classificação veio apenas na última partida. "Para a gente foi muito importante se classificar para a fase final, pois pegamos três grupos difíceis na fase classificatória", comenta a líbero Fabi, que aproveita para elogiar o rival. "Os Estados Unidos não devem estar com a equipe completa, mas, mesmo assim, continuam com uma equipe forte. Tanto que ganharam os três jogos na última fase. Os Estados Unidos sempre entram numa competição como favoritos e esse jogo pode ser considerado um clássico."

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