Clássico da instabilidade no Pacaembu

Palmeiras e São Paulo não conseguem boa sequência na competição e vão a campo pressionados pela quase obrigação de vencer, para ficar longe da crise

Daniel Akstein Batista e Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2010 | 00h00

O experiente e vencedor Luiz Felipe Scolari está na mesma situação que o novato e interino Sérgio Baresi. Seus times, Palmeiras e São Paulo, vão mal no Campeonato Brasileiro e não conseguem se firmar na competição. Se há uma palavra que mais se ouve falar dos clubes, é instabilidade. O jogo de hoje no Pacaembu, às 16 horas, é fundamental para um deles ganhar moral - o empate não é bom para ninguém.

O Palmeiras ainda está em melhor situação que o rival. Enquanto venceu o Grêmio durante a semana, no Olímpico, o São Paulo amargou derrota para o Internacional, no Morumbi. Um ponto separa os times na tabela de classificação (29 a 28) - e, atrás, o tricolor é quem mais tem a perder com o clássico.

"Em momento como esse (de crise), a responsabilidade maior é do São Paulo", admite o zagueiro Alex Silva, que volta à defesa tricolor após um mês se recuperando de lesão. "Temos de dar uma resposta imediata."

Após a parada para a Copa do Mundo, o torcedor são-paulino viu a equipe cair no torneio que mais importava, a Taça Libertadores. Agora, o Brasileiro é a única competição que pode salvar o ano, ao contrário do Palmeiras, que aposta todas suas fichas na Copa Sul-Americana.

"O adversário está melhor, mas temos de retomar aquela marcação da Libertadores. Se as coisas não estão dando certo na técnica, tem de ser no coração", afirma Alex Silva.

Apesar de o Nacional estar em segundo plano, Felipão não quer saber de relaxamento. Tenta, pela segunda vez no seu comando, levar o time à segunda vitória consecutiva. A inconstância tem sido a marca alviverde desde que o técnico voltou ao clube. "Vamos ver se até o fim do ano conseguimos quatro vitórias seguidas e engrenamos", imagina. "Vai ser um bom jogo, equilibrado. Não vejo superioridade de A ou B. E acho que uma vitória não vai fazer tanta diferença para algum time."

O discurso de Felipão vai contra o de Marcos Assunção. Segundo o volante, o triunfo hoje trará sim vários benefícios. "Ganharemos moral", falou. "É sempre gostoso jogar um clássico e esperamos dar a alegria à torcida, porque ultimamente não estamos conseguindo isso."

Os times. Além de Marcos, machucado, o Palmeiras terá o desfalque de Edinho e Kleber. Pierre assume a posição de volante e Tadeu ganha vaga no ataque. Valdivia vai ficar no banco.

Já o São Paulo sofrerá uma boa reformulada para o clássico. A derrota para o Internacional (3 a 1, em pleno Morumbi) fez o presidente Juvenal Juvêncio aparecer no Centro de Treinamento e exigir melhora.

A resposta de Sérgio Baresi será reforçar o setor defensivo. O técnico vai aproveitar o retorno de Alex Silva para promover a volta ao esquema com três zagueiros, que ganhou notoriedade com Muricy Ramalho durante os três títulos brasileiros (2006, 2007 e 2008). Samuel deve ser alçado a titular, já que Xandão cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo. No meio-campo, Cléber Santana e, provavelmente, Jorge Wagner devem perder posição. Ricardo Oliveira também pode aparecer após se recuperar de tendinite no joelho esquerdo.

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