Clássico dos desafios em Prudente

Palmeiras precisa vencer para comprovar bom momento e continuar entres os ponteiros, enquanto São Paulo tem de reagir e ganhar de um rival

BRUNO DEIRO, DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2012 | 03h06

O bom desempenho nos clássicos recentes tem alimentado a esperança do Palmeiras em dias melhores. No São Paulo, os tropeços nos últimos dérbis já incomodam. Hoje, às 16 horas, em Presidente Prudente, esta expectativa reflete a posição que os clubes ocupam na tabela: enquanto o Alviverde pode chegar a 24 pontos e disparar se vencer, o Tricolor (com 18) busca a reação para se igualar ao rival.

Em clássicos com São Paulo e Corinthians, o Palmeiras não perde há mais de um ano - a última derrota foi por 1 a 0 para o Corinthians, na primeira fase do Estadual no ano passado. No Brasileiro, em Presidente Prudente, se vingou contra os corintianos e venceu por 2 a 1. Na reta final, o triunfo sobre o São Paulo (1 a 0) praticamente tirou o rival da Libertadores e deu um motivo para a torcida sorrir, em meio ao fim de ano de pouco brilho.

Neste ano, a equipe de Felipão começou mal o Paulista e só deslanchou após outro clássico no estádio Eduardo José Farah, palco do jogo de hoje. Com Neymar em campo, o Alviverde virou nos acréscimos para ganhar moral e chegar ao topo da tabela.

No São Paulo, o caminho foi inverso. Desde o Brasileiro do ano passado, o time tem sido acusado de falhar em jogos importantes, e, em clássicos, isto é imperdoável para a torcida. Os 5 a 0 para o Corinthians e a derrota para o Palmeiras na penúltima rodada ainda estão vivas na memória. A derrota para o Corinthians, que freou o bom início de ano do time de Leão, só aumentou a desconfiança.

A arma principal do Palmeiras para vencer hoje, é claro, continua sendo a bola parada que sai dos pés de Marcos Assunção. Principal deficiência da zaga são-paulina, o jogo aéreo pode decidir o duelo: o São Paulo sofreu três gols de escanteio nas últimas cinco partidas.

Se a defesa é o ponto frágil, o Tricolor não tem deixado a desejar no ataque e conta com o retorno de Willian José, artilheiro do time com 7 gols. O ataque de Leão marcou 20 vezes em nove rodadas e ainda entra reforçado por Lucas.

O garoto foi alvo de uma verdadeira batalha extracampo travada entre o clube do Morumbi e o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez. A troca de ofensas acabou com a ameaça do ex-presidente corintiano de acionar Leão judicialmente, por ter sugerido que a CBF havia aconselhado o garoto a levar cartão amarelo para ficar fora do clássico e não ter problemas ao se apresentar à seleção, que pega a Bósnia na terça-feira. No fim, quem levou a melhor foi o Tricolor, que terá sua principal estrela em campo - Lucas viaja após o jogo e se apresenta amanhã para treinar com o time de Mano Menezes na Suíça.

E o reforço do garoto não poderia vir em melhor hora para Leão. Nesta semana, Fabrício e Wellington se juntaram ao departamento médico do Tricolor, que já estava lotado. Na zaga, o palmeirense Henrique e o são-paulino Paulo Miranda retornam após cumprirem suspensão.

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