Clássico já tem emoção na véspera

Palmeiras sofre para viajar por causa da chuva e só estaria em Prudente na madrugada; Corinthians chega antes

Bruno Deiro e Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

25 de julho de 2009 | 00h00

Corinthians x Palmeiras, a final que a maioria esperava ver no Campeonato Paulista não ocorreu por causa do intrometido Santos, então embalado sob o comando de Vagner Mancini. Hoje, às 16 horas, no Prudentão, os dois rivais históricos compensam as torcidas com duelo com sabor de decisão pelo Brasileiro. Mesmo com mudanças nos elencos ou no comando técnico - caso do Palmeiras -, mantêm a boa fase. Em jogo, a permanência no G4 e até eventual salto na classificação da competição. Os palmeirenses têm 25 pontos - três a menos do que o líder Atlético-MG -, enquanto os corintianos estão com 23.Pela segunda vez no ano, o palco do confronto será Presidente Prudente, a 560 km da capital. E a distância, desta vez, atrapalhou. A forte chuva que atinge o Estado fechou o aeroporto da cidade por volta das 15 horas de ontem. O Corinthians conseguiu chegar de avião, ainda que com uma hora de atraso no horário inicialmente previsto (14 horas), mas o Palmeiras não teve a mesma sorte. O elenco alviverde deveria ter desembarcado às 16 horas, mas a chuva e a neblina causaram um atraso de mais de 10 horas. O aeroporto de Prudente, assim como o de Marília - uma alternativa para o avião palmeirense - estavam fechados e o Palmeiras nem embarcou. O jeito foi encarar a estrada de ônibus, atravessando o Estado em uma viagem de mais de seis horas. Alguns diretores alviverdes disseram que o clássico deveria ser adiado para amanhã, o que irritou o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. "A gente vai jogar com o Corinthians nem que vá de carroça", bradou. "O elenco do Palmeiras não é frouxo."A mudança de data seria uma frustração para a torcida, que espera um novo show de Ronaldo. Afinal, foi em Presidente Prudente que o Fenômeno marcou seu primeiro gol com a camisa corintiana. E o lado palmeirense também terá novidade: o técnico Muricy Ramalho acompanhará seus novos comandados na despedida de Jorginho do cargo - será seu auxiliar a partir de amanhã."Corinthians e Palmeiras é uma disputa à parte nos campeonatos", observou Dentinho. Verdade. Ganhar o clássico e terminar à frente do arquirrival significa fechar o ano com ar de satisfação. Hoje, ambos estão entre os melhores e lutam, ponto a ponto, em buscado topo da tabela. "O campeonato ainda não chegou a sua metade e nossa prioridade é seguir entre os quatro melhores", afirmou o técnico Mano Menezes. Com vaga garantida na Taça Libertadores da América de 2010, nada mais está em jogo no Nacional para seu clube que não seja a conquista.Na verdade, há algo bastante importante para o corintiano. Desde o dia 6 de outubro de 2006 não comemora três pontos diante do Palmeiras. Foram quatro derrotas e um empate - o do início do ano. O triunfo que já quase não vem na memória saiu numa cabeçada de Marcelo Mattos. Faz tanto tempo que nenhum daqueles titulares hoje defende o Corinthians. Pelo lado do Palmeiras, a dúvida é a participação que Muricy Ramalho terá no clássico. O novo treinador já admitiu que pode acompanhar a preleção e o intervalo, desde que o interino Jorginho concorde. "Tenho de deixá-lo à vontade, mas, se ele pedir uma força, eu ajudo", observou Muricy em sua apresentação, anteontem.

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