Clássico nacional define campeã

Unilever, do Rio, tenta retomar hegemonia diante do Sollys/Osasco, dono do título de 2010, em Belo Horizonte

Amanda Romanelli e Bruno Lousada, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

O maior clássico do vôlei feminino brasileiro volta a se repetir em uma final da Superliga. Este ano, serão os torcedores de Belo Horizonte, no Ginásio do Mineirinho, que terão a oportunidade de acompanhar novo confronto entre Unilever, do Rio, e o paulista Sollys/Osasco. A decisão do torneio nacional, que ocorrerá pela 7.ª temporada consecutiva, será realizada em jogo único e começa às 10 horas, com transmissão de Globo, SporTV e Esporte Interativo.

Em quadra, nada menos que oito atletas campeãs olímpicas pela seleção brasileira em Pequim/2008 brigam pelo troféu. E, neste quesito, nenhuma das equipe leva vantagem. Quatro medalhistas atuam em São Paulo - Carol Albuquerque, Jaqueline, Sassá e Thaísa - e, outras quatro, no Rio - Fabi, Mari, Sheilla e Valeskinha.

O cenário era um pouco diferente na final de 2010, vencida pelo Osasco após quatro títulos seguidos da equipe carioca (que ainda se chamava Rexona/Ades). Naquela ocasião, as medalhistas de Osasco já estavam no clube, mas a Unilever ainda não contava com Mari e Sheilla, reforços que vieram do time de São Caetano. A chegada das duas atletas colocou ainda mais força ao já qualificado elenco comandado por Bernardinho.

Tanto que, na última decisão, o treinador carioca dizia que, individualmente, o elenco rival tinha mais qualidade. Coincidência ou não, as paulistas festejaram a vitória por 3 sets a 2 em duelo disputado no Ginásio do Ibirapuera.

"A Unilever está bastante modificada em relação à última Superliga e, mesmo assim, fizemos uma temporada regular. Isso é bom porque motivará o time", avaliou o treinador.

Luizomar de Moura, técnico de Osasco, celebra a manutenção de sua equipe, resultado de um esforço que driblou o assédio do mercado internacional. "É incrível ter as principais jogadoras do mundo atuando no nosso país."

O duelo, portanto, promete ser ainda mais equilibrado. Se o Osasco, que manteve a mesma equipe titular do último ano, possui a força da oposto Natália, é Sheilla quem garante os acertos da Unilever - não à toa, a maior pontuadora da competição. Na defesa, Camila Brait é líder na recepção mas vê, como rival, a líbero Fabi, titular da seleção.

A Unilever foi líder da fase de classificação, sendo seguida, justamente, pelo Osasco. Para chegar à final, o time carioca passou por BMG/São Bernardo e Pinheiros/Mackenzie. As paulistas eliminaram Praia Clube/Banana Boat e Vôlei Futuro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.