Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Clássico para tremer o Pacaembu

Corinthians, pressionado a vencer após as goleadas de São Paulo e Vasco ontem, recebe o Santos em ascensão e com o endiabrado Neymar em campo

Sanches Filho e Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2011 | 00h00

O resultado do clássico entre Corinthians e Santos, que será disputado, no Pacaembu, às 16 horas, dirá - e muito - o que se pode esperar das duas equipes até o fim do Campeonato Brasileiro.

Do Corinthians, que entra e campo pressionado, pois foi superado ontem na classificação por Vasco e São Paulo - bateram Grêmio e Ceará por 4 a 0, respectivamente, aguarda-se o fim da instabilidade e a confirmação da liderança que vem sendo sua durante a major parte da disputa. Se não der um basta à sequência de tropeços, o título que muitos davam como certo começará a virar dúvida.

Hoje o rival é o Santos, quarta-feira, será o São Paulo, no Morumbi. Ou seja: o Corinthians poderá ir do céu ao inferno num intervalo de quatro dias.

"Para mim, é um jogo que pode decidir o título nacional. Uma derrota, pela nossa pontuação, não nos tira o título. Mas uma vitória seria muito importante", afirmou Tite.

Mesmo com dois jogos a menos, o Santos não tem mais margem para erros. O clássico se transformou num jogo que dirá se o título ainda é um sonho possível na Vila Belmiro ou se é melhor pensar logo no Mundial de Clubes, em dezembro.

Na classificação, faltando 15 jogos para o fim do campeonato, são 14 pontos que separam o Santos do Corinthians na tabela. Se perder, a diferença aumentará para 17.

A favor do Santos está a melhora de rendimento que o time mostrou nas últimas rodadas. São três vitórias nos últimos três jogos. A instabilidade do rival pode ser um trunfo para a equipe da Vila Belmiro.

"Dou 50% de possibilidades de vitória para cada, em razão de o momento do Corinthians não ser tão bom e pelos desfalques do Santos", disse o zagueiro e capitão Edu Dracena.

Tite e Muricy também têm suas armas para saírem vencedores do clássico.

O corintiano se apoia no elenco completo, sem desfalques. Já o treinador santista tem desfalques importantes como Paulo Henrique Ganso e Elano, machucados. Mas tem Neymar, que sozinho é capaz de definir a partida. O craque é a diferença.

Há ainda um tabu em jogo: o Corinthians não perde clássicos disputados no Pacaembu há quase cinco anos, desde de outubro de 2006. A última derrota? Para o Santos, também num Brasileiro, que venceu por 3 a 0.

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