Clássico pode marcar despedida de Ganso

O rachão de ontem cedo talvez tenha sido o último de Ganso no CT Rei Pelé. Mais brincalhão do que de costume, o Maestro, como é chamado por Muricy Ramalho e pelos mais antigos do grupo, conversou com Neymar e André no meio do campo antes de a brincadeira começar. Nos dois toques, Ganso mostrou estar inspirado, com passes de calcanhar e enfiadas de bola no vazio. O clássico contra o Palmeiras, hoje, poderá ser a sua despedida do clube aonde chegou em 2005.

SANCHES FILHO / SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h06

Mesmo sem apresentar a eficiência do primeiro semestre de 2010, com gols, assistências precisas e poder de liderança, Ganso continua sendo o segundo maior talento do time. A dúvida é se ele vai querer mostrar no clássico que vale mais que a multa ou se, com cabeça na quase certa mudança para o Morumbi, terá atuação de jogador comum.

O jogo de hoje será apenas o quarto dele no Campeonato Brasileiro, portanto ainda podendo participar de mais dois sem ficar impedido de atuar por outro clube na competição.

Mas, como tem dois cartões amarelos, mesmo que não seja vendido até quarta-feira, quando o Santos receberá o Bahia, na Vila Belmiro, corre o risco de ficar fora se receber o terceiro.

Muricy também espera que ele resolva logo a sua situação para que assuntos de fora não interfiram no seu comportamento em campo.

"Como Ganso está jogando bem, eu não tenho motivo para perturbá-lo. O que posso dizer é que ele está feliz e correndo. É isso que me interessa. Se estivesse prejudicando, aí sim teria de intervir, mas não sinto isso."

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