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Clássico vai ter pressão adicional sob a arbitragem

Treinadores aprovam a escalação de Wilson Seneme, mas após a mudança no comando, juízes estão na berlinda

PAULO GALDIERI, VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2012 | 03h05

A arbitragem está (mais uma vez) no olho do furacão. Um erro crasso no clássico entre Santos e Corinthians, no último domingo, provocou o afastamento de um auxiliar e a troca de comando do chefe da Comissão de Arbitragem da CBF.

Apesar de todo esse cenário conturbado, Corinthians e São Paulo aprovaram a escolha do sorteio que colocou Wilson Seneme como árbitro do clássico desta tarde no Pacaembu.

Tido como "experiente" e de "pulso firme", o nome de Seneme agradou aos dois lados. "É um dos melhores árbitros do País. Não atua com pressão. Pela experiência que ele tem, creio que não haverá problema com arbitragem'', disse Ney Franco, o técnico são-paulino.

Tite, que também gosta do estilo de Seneme, espera que arbitragem seja justa. "Quero que apite muito domingo (hoje) e que seja correto e cumpra a lei do jogo", afirmou o treinador.

O que provocou mudança no comando da arbitragem, tida como importante pela CBF, foi o erro do bandeirinha Emerson Augusto de Carvalho na Vila Belmiro. O auxiliar foi responsável pela não marcação de um inédito triplo impedimento num mesmo lance, que deu origem ao segundo gol do Santos.

Não foi só esse erro que causou polêmica, principalmente entre os corintianos, incluindo técnico, jogadores e até diretoria, que também criticaram Flávio Guerra, árbitro daquela partida. Foi acusado de ter invertido faltas e permitido, ainda segundo os corintianos, simulações de Neymar.

Um dia após o clássico, foi anunciado que Emerson Augusto de Carvalho iria para a 'geladeira' no Campeonato Brasileiro, mesmo sendo considerado um dos melhores assistente do País e indicado para trabalhar na Copa do Mundo de 2014.

Depois, veio a surpresa: Sérgio Corrêa saiu da chefia da comissão de arbitragem e deu lugar Aristeu Leonardo Tavares.

"Tudo o que for bom para a arbitragem nós vamos pensar, mas estou tranquilo com a mudança neste momento. Não existe mais nada sendo cogitado, isso é o suficiente. Vamos dar um voto de confiança a esse novo trabalho", afirmou o presidente da CBF, José Maria Marin.

"É uma medida imediata e completa. Tenho confiança absoluta no que fizemos. O Sérgio Corrêa era um homem de confiança, mas só a reciclagem do assistente não bastava."

Essa reviravolta no comando da arbitragem foi atribuída, em parte, às reclamações contundentes do Corinthians após o clássico contra o Santos.

O clube, no entanto, não vê dessa forma: "Isso não aconteceu em razão especificamente do caso do Corinthians", afirma o diretor adjunto de futebol Duílio Monteiro Alves. "Mas vemos com bom olhos a mudança e esperamos um bom trabalho."

Para o zagueiro Paulo André, do Corinthians, é preciso mudanças estruturais na arbitragem. "O futebol envolve cada vez mais dinheiro e erros como o que ocorreram no clássico não podem mais acontecer."

Na prática, porém, as mudanças propostas pela CBF não estão muito claras e por ora não passa de um pacote de boas intenções. Mas a ideia, segundo disse o presidente da CBF, é minimizar os erros e lançar novos árbitros.

Na opinião de Tite, uma das soluções é profissionalizar a arbitragem no País e remunerar melhor os profissionais. Além disso, ele defende o uso de tecnologia. "Sou favorável o chip na bola", disse.

Tecnologia que nem Seneme, nem os auxiliares Marcelo Carvalho Van Gasse e Herman Brumel Vani terão nesta tarde.

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