''Classificar o time consolida reputação''

Para o técnico Mancini, chegar à final significa fixar o nome no mercado

, O Estadao de S.Paulo

18 de abril de 2009 | 00h00

Vágner Carmo Mancini, 42 anos de idade, dos quais 26 no futebol, provavelmente daria boa parte do seu salário do mês para descobrir o que o estratégico, o bruxo e o mais badalado técnico brasileiro, Vanderlei Luxemburgo, está preparando para surpreender o Santos na decisão de hoje, às 18h10, no Palestra Itália. Em cinco anos como treinador, Mancini conquistou a Copa do Brasil de 2005 com o Paulista, de Jundiaí, e o Campeonato Baiano do ano passado com o Vitória, e é visto como um técnico promissor.Em dois meses, Mancini conseguiu reconstruir, sem contratar, o Santos que capengava no início do Campeonato Paulista. E chega à penúltima etapa da competição demonstrando segurança, poder de liderança e ambição. "Ganhar um jogo como esse contra o Palmeiras e classificar o Santos para a decisão vale a reputação do profissional, a confirmação de meses de trabalho e a fixação do nome no mercado", analisou.Sempre que questionado sobre Luxemburgo, Mancini fala da inteligência do técnico rival na armação do time e de sua matreirice para surpreender. Destaca também a facilidade com que Luxemburgo muda a maneira de sua equipe atuar durante o jogo, às vezes sem trocar nenhuma peça. Mas em nenhum momento repete a bajulação da maioria dos novatos.Quem acompanha o dia a dia do Santos sabe que dificilmente o time vai jogar com três zagueiros ou três volantes de marcação. E muito menos começar a partida com Neymar no banco. Mancini só deve fazer a mudança obrigatória, ou seja, a entrada de Germano no lugar de Rodrigo Souto, suspenso e machucado. Sua preocupação durante a semana foi orientar o setor defensivo para o perigo que representa a bola palmeirense levantada na área. Também ensaiou várias situações de jogo e, se for preciso, sua equipe vai marcar a saída de bola do adversário."Mesmo que tenha o time na cabeça, prefiro deixar dúvidas no ar porque o mistério faz parte do futebol. Inclusive é bom para que os jogadores, em dúvida, pensem mais no jogo", justificou.

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