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Claudia Gonçalves sonha com vitória na terceira etapa do Brasil Surf Pro

'Expectativas são as melhores e estou com muita vontade de ganhar', conta a surfista

Paulo Favero - Enviado especial, estadão.com.br

24 de setembro de 2011 | 18h06

UBATUBA - A surfista Claudia Gonçalves tem corpo de atleta, sorriso no rosto e esbanja simpatia. Aos 26 anos, seus olhos brilham quando ela fala da possibilidade de vencer a terceira etapa do Brasil Surf Pro, que está sendo disputado na praia de Itamambuca, em Ubatuba. "Já ganhei competições lá fora, mas nunca venci uma etapa aqui no Brasil. As expectativas são as melhores e estou com muita vontade de ganhar", conta.

Ela eliminou na competição justamente Suelen Naraísa, que cresceu em Itamambuca. "E ainda estou hospedada na casa dela. Mas está tudo bem, a torcida dela agora será por mim", explica Claudinha, que tem grande amizade com Suelen. As duas se conheceram há 12 anos, em uma competição no Guarujá. "Eu fui visitar minha vó e estava tendo um campeonato de surfe. Como a inscrição era de graça, acabei participando e cheguei às finais", lembra Claudinha.

Aquilo marcou a menina, que disputou outras etapas do circuito enquanto estava de férias e acabou disputando o ranking brasileiro. "Eu fiquei encantada com aquilo, ganhei até um patrocínio. Então, minha família iria voltar para Maceió e eu não queria. Meu pai disse que só deixaria eu no Guarujá se minha vó aceitasse. E eu moro com ela até hoje", revela, rindo.

As primeiras experiências com a prancha foram na praia do Francês, em Maceió. De lá para cá, Claudinha ainda fez faculdade de jornalismo, virou apresentadora de programas de televisão e tenta conciliar a agenda de atleta com a de profissional da comunicação. "Nunca imaginei que poderia ser surfista de profissão. Isso caiu de paraquedas na minha vida."

Mesmo sendo bonita, ela sabe que precisa mostrar dentro do mar seu talento. "A beleza ajuda, mas às vezes atrapalha. Eu não ganho um campeonato por ser bonita. É preciso ter força de vontade", afirma. Neste domingo, ela terá a chance de conquistar mais um troféu. Faz a semifinal contra a catarinense Juliana Quint e, se vencer, espera quem ganhar no duelo entre Tininha e Gabriela Teixieira. Claudinha não é favorita, mas sabe que só depende de si mesma para surpreender as outras adversárias em um mar que, segundo as previsões, estará em condições ideais.

O repórter viajou a convite da Petrobrás

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