Claudinei se despediu do atletismo

O velocista Claudinei Quirino deus adeus ao atletismo neste sábado, após 13 anos de carreira, na pista do Ibirapuera, em São Paulo. "Sou apaixonado pelo atletismo, devo tudo a ele e é difícil deixar isso para trás." Chorou, emocionado, abraçado aos companheiros de equipe, disse que não estava preparado para parar de correr, mas que as dores no púbis o venceram. "Infelizmente não mando no meu corpo." Claudinei, de 34 anos, que deixa o atletismo consagrado, com duas medalhas de prata, ganhas na Olimpíada de Sydney (2000) com o revezamento 4 x 100 m, e nos 200 m no Mundial de Sevilha (1999), vai trabalhar como conselheiro da equipe Brasil Telecom/Botucatu, que tem sede em Presidente Prudente.O velocista se despediu com vitória. Foi o segundo corredor do revezamento da Brasil Telecom. Vicente Lenílson abriu a prova, André Domingos foi o terceiro e Bruno Pacheco fechou com 39s24. "Foi a corrida mais rápida da minha vida. Sabia que tudo iria acabar." Confessou que tinha medo de errar, de derrubar o bastão.Teve uma semana difícil, de muita tensão. Agora, Claudinei planeja férias de 15 dias, lua-de-mel (casou sábado passado) e comer uma feijoada. "Foi legal que eles disseram e também o Jayme (o técnico Jayme Neto Jr.) que iam correr para mim, pela vitória." Disse que terá saudades dos amigos e das brincadeiras. Sua principal lembrança é da Olimpíada de Sydney, do abraço, após a medalha de prata, do amigo Vicente Lenílson. "Sua única frustração é não ter feito um torneio internacional importante no Brasil. Ficará fora do Pan do Rio, em 2007.O revezamento 4 x 100 m feminino também foi vencido pelas meninas da Brasil Telecom, com Aretuza Moreira, Amanda Dias, Thaíssa Presti e Franciela Krasucki, em 43s78, novo recorde do Troféu.Franciela, de 17 anos, a jovem estrela da velocidade, quer ficar entre as cinco na final dos 100 m, neste domingo, para ter chance de ir ao Mundial como reserva da equipe adulta.No salto com vara, Fabiana Murer venceu com novo recorde do Troféu (4,23 m), com Joana Ribeiro Costa, em segundo (4,13 m). "Foi a primeira vez que vi tantos fotógrafos. No início, estranhei o barulho dos cliques", contou Fabiana que viu sua prova ter destaque na mídia pela primeira vez em muitos anos. Fabiana tem dois índices B. Se Joana não fizer o índice A (4,45 m), está qualificada para o Mundial.

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