Hélvio Romero/AE - 27/6/12
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Clima melhora com interino Milton Cruz

Jogadores do São Paulo voltam a sorrir após a queda de Leão e apostam na recuperação do time

Fernando Faro, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h04

SÃO PAULO - Combalido, ferido, mas não morto. A crise voltou a bater à porta do Morumbi e abalou os jogadores do São Paulo nos últimos dias, mas aos poucos a situação começa a se acalmar. A saída de Emerson Leão parece ter aliviado o clima no elenco, que deu mostras de ter absorvido a eliminação na Copa do Brasil, os protestos da torcida e trocou os rostos abatidos pelos sorrisos.

Se a situação não é boa (o time está na oitava posição no Brasileiro, com nove pontos), existe o sentimento de que a adversidade pode ser um elemento fundamental para "calejar" o elenco e finalmente dar-lhe cara de campeão. Mesmo com veteranos como Luis Fabiano, o time tem uma média de idade baixa e a inexperiência falou mais alto que a técnica na hora de decidir.

Sentir a crise na pele, portanto, é parte dolorosa, mas necessária. "Perdemos atletas como o Rogério e o Fabrício, que dariam experiência e equilíbrio e nessas horas (de derrota) é que nos fortalecemos. Quando perdemos a semifinal da Libertadores em 2004, sofremos uma pressão enorme, mas aquilo ajudou muito a formar o time campeão no ano seguinte", analisou o técnico interino Milton Cruz.

Os indícios de uma mudança de atitude apareceram assim que a queda de Leão foi confirmada. Capitão e jogador mais experiente na ausência de Rogério Ceni, Luis Fabiano chamou grupo para uma conversa, disse palavras de incentivo e pediu união para que todos atravessem juntos a má fase.

O time ainda deve ganhar nas próximas semanas os reforços do goleiro e Wellington, ambos em fase final de recuperação de cirurgia. Ter Rogério Ceni de volta é visto como fundamental para dar novo gás à equipe. Luis Fabiano e Rhodolfo também serão os "psicólogos" na fase de transição.

A forma de motivar também será outra. Ao contrário de Leão, que acreditava que a provocação era a melhor maneira de mexer com os atletas, Milton já avisou que fará outra abordagem. O interino é muito querido pelos jogadores e espera entender e aconselhá-los. "Conversamos bastante com todos. Não sou eu sozinho que vou salvar o time. Procuramos falar com todos os jogadores, pedir apoio aos mais experientes e, juntos, darmos a volta por cima."

Denilson deve ficar. O São Paulo está próximo de confirmar a permanência de Denilson pelo menos até o fim da temporada. O diretor de futebol Adalberto Baptista está na Europa acertando os últimos detalhes da negociação com o Arsenal. Dick Law, responsável pela negociação dos jogadores no clube inglês, é favorável à manutenção do volante no Brasil, já que ele não deve ser utilizado.

O Tricolor ofereceu a prorrogação do vínculo por mais um ano com uma cláusula que prevê liberação em caso de venda para outro clube.

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