Clube arrecada um bom dinheiro, mas gasta mal

A segunda passagem de Luiz Felipe Scolari pelo Palmeiras deixou claro que a diretoria evitou a todo custo a contratação de jogadores mais caros, os chamados "camarões'' que tanto o treinador pedia. Tudo, segundo os cartolas, por causa do baixo volume de dinheiro disponível no caixa.

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2012 | 03h02

Mas o Palmeiras tem pouco dinheiro? A resposta é não, com a ressalva de que, ao mesmo tempo que a arrecadação aumentou a dívida cresceu em velocidade maior, e em campo o clube não teve tanto resultado com seus investimentos.

O clube arrecada anualmente cerca de R$ 125 milhões. Só da TV Globo recebe R$ 70 milhões por ano - o mesmo valor que São Paulo, Santos e Vasco e só inferior no País a Corinthians e Flamengo.

O Palmeiras ainda tem o maior patrocínio master em vigência do Brasil, a Kia, que estampa seu nome na camisa alviverde por R$ 25 milhões/ano. Além disso, ainda tem acordos com o banco BMG, Skill Idiomas e com a operadora de telefonia Tim.

O problema é que no ano passado, por exemplo, a dívida do clube ultrapassou os R$ 146 milhões. "Isso é resultado de péssimas administrações dos últimos anos. De todos os presidentes", avalia um conselheiro da ala mais jovem do clube, que apela para a profissionalização de todo o departamento de futebol. "Só assim vamos evitar gastos exagerados, como as multas que foram pagas ao Luxemburgo, Muricy, Antonio Carlos e agora ao Felipão, demitido injustamente três meses após nos dar um título em que literalmente carregou o time nas costas", completou.

Com dinheiro no caixa e dívida alta, Tirone aposta suas fichas para sair da zona da degola em atletas experientes que já passaram pelo clube e estavam em baixa, como o volante Correa e o lateral-esquerdo Leandro.

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