Clube não vê início da construção como algo ilegal

O Corinthians não concorda com os argumentos do promotor José Carlos Freitas. De acordo com o diretor do departamento jurídico, Sérgio Alvarenga, o clube pensa de forma diferente. "Nós não queremos entrar em polêmica e temos o máximo de respeito pelo promotor. Mas entendemos que não há ilegalidade nenhuma em iniciar as obras, pois a lei está em vigor. A Justiça nem sequer se manifestou sobre o assunto", afirma Alvarenga.

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2010 | 00h00

O dirigente conta que, quando se reuniu com o promotor ao lado do presidente Andrés Sanchez e do diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg, o debate ocorreu com tranquilidade. "Nós apresentamos um longo documento escrito, manifestando a seriedade do nosso projeto, e nos colocando à disposição para fazer ações sociais que compensem essa cessão pública."

Alvarenga garante que o clube está disposto a arcar com a responsabilidade social do projeto e acredita no potencial do estádio em Itaquera. "Ele por si só já é um grande benefício para a cidade de São Paulo. O município arrecadará muito com turismo e negócios por causa da Copa. Não tenho a menor dúvida de que o bairro vai crescer e se desenvolver com o estádio."

O diretor explica que o Corinthians tem interesse em garantir a contrapartida da obra e usar seu nome para potencializar outras ações sociais. A fim de aparar arestas, o dirigente pretende conversar novamente com o procurador.

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