Clube paga aluguel por espaço que não utiliza

O Nacional Atlético Clube está lucrando com o Palmeiras. Ou, na opinião de conselheiros ouvidos pelo Estado, com o amadorismo do clube palestrino.

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

Em 2010, a diretoria palmeirense fechou um contrato com o Nacional até novembro deste ano para utilizar duas quadras, para ginástica e patinação, pelas quais paga R$ 16 mil mensais.

Um dos espaços, porém, não era o ideal para a patinação e a modalidade teve de procurar outro lugar. "Quando chovia a quadra enchia de água", conta Lucile Fanti, do departamento.

Agora, os patinadores treinam em duas quadras - uma emprestada pelo Corpo de Bombeiros, na Casa Verde, e outra no clube Alvi Verde, na Lapa, cujo aluguel para utilizá-la uma vez por semana é de R$ 500 mensais, dinheiro rateado pela família dos esportistas.

Como o Palmeiras não renegociou o contrato com o Nacional e continua pagando R$ 16 mil/mês, a Federação Paulista de Boxe, que precisava de um espaço para seus treinos às terças-feiras, foi beneficiada pela diretoria alviverde e ficou com a quadra ociosa.

E o futuro? A expectativa é de que todas as modalidades voltem ao Palestra Itália até o fim deste ano, quando a construtora WTorre promete entregar os prédios administrativo e poliesportivo. O problema é saber qual o lugar de cada um.

"Falaram que vamos ficar na parte de cima (do prédio), mas precisamos treinar no térreo", diz Luciana Santilli, da ginástica. "Precisamos de um espaço, mas ainda não sabemos onde será", declara Roberto Tadeu Specht, do hóquei. A WTorre garante que todos terão um lugar.

Discórdia. Neste ano, o Palmeiras gastou R$ 459 mil com o "projeto Arena". Na conta, entram os aluguéis de quadras e outros gastos, como água e luz. Para muitos conselheiros, a WTorre deveria arcar com esse número.

"É questionável", diz o vice-presidente do clube, Walter Munhoz, responsável pelas finanças e que não quis entrar na briga com a construtora.

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