Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Clube Pinheiros terá 74 atletas no Pan de Lima e coloca meta ousada

Principal clube formador de atletas do País espera conquistar 40 medalhas na competição, número superior ao de Toronto-15

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 18h09

Com investimento superior a R$ 40 milhões por ano no esporte competitivo, o Clube Pinheiros terá 74 atletas nos Jogos Pan-Americanos de Lima, além de nove profissionais de comissão técnica, e espera obter mais pódios que na edição anterior, em 2015, em Toronto, quando conquistou 31 medalhas.

A meta ousada é chegar a 40 medalhas no total e para isso aposta em talentos como Arthur Nory (ginástica artística), Thiago Braz (salto com vara), Nathalie Moellhausen (esgrima), Fernando Reis (levantamento de peso) e Breno Correia (natação), entre outros. “Pelo aumento no número de atletas que teremos no Pan, acredito que poderemos chegar a 18 medalhas de ouro”, afirmou Ivan Castaldi Filho, presidente do clube.

O salto seria incrível porque na edição anterior os atletas do Pinheiros obtiveram 11 medalhas de ouro. “Os clubes esportivos são os verdadeiros formadores dos atletas. Temos 38 mil associados e o esporte está em nosso gene”, completa o presidente, lembrando que no clube treinam atletas de 16 modalidades olímpicas.

Segundo Arnaldo Luiz de Queiroz Pereira, diretor de Esportes Olímpicos e Formação, os atletas vão buscar em Lima o melhor resultado da história do clube. “O mais importante é que o Pan, para algumas modalidades, faz parte da preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Esperamos crescer mais de 15% em termos de resultado nas competições”, comentou.

O Pan será disputado de 26 de julho a 11 de agosto no Peru. O Pinheiros terá atletas nas seguintes modalidades: natação, judô, esgrima, levantamento de peso, canoagem, triatlo, atletismo, ginástica artística, polo aquático, saltos ornamentais e handebol, além de squash e boliche, que não estão no programa dos Jogos de Tóquio.

Esportes coletivos

O Pinheiros está com dificuldade para manter os esportes coletivos por causa da falta de patrocínio. O custo para bancar as equipes de basquete e vôlei é alto, mas o presidente Ivan Castaldi Filho garantiu que as duas modalidades terão equipes na próxima temporada.

“Estamos com dificuldade em relação aos patrocínios. Só associados bancando as equipes é uma luta dura. Mas no vôlei acertamos com a Colgate e o basquete está sem patrocínio, mas teremos time. Claro que se não tivermos apoio, será em um patamar abaixo”, explicou.

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