Clube tem de arrumar R$ 18 mi até agosto, para pagar o Mago

Modelo de negócio, valores envolvidos e porcentuais de comissão não são os únicos aspectos da contratação de Valdivia que despertaram preocupação no Palestra Itália. Para contratar o chileno, o clube contou com pelo menos dois auxílios financeiros. O primeiro deles foi do empresário Osorio Henrique Furlan Junior que, segundo o contrato, investiu 2,2 milhões (R$ 5 milhões) para ficar com 36% dos direitos econômicos do meia-atacante. Conselheiros estimam que a Sociedade dos Eternos Palestrinos, grupo formado por sócios, aplicou montante menor, de R$ 1,8 milhão no negócio.

Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2011 | 00h00

Por Valdivia, o Palmeiras conseguiu uma carta de crédito junto ao Banco Banif em 2010 e agora tem de acertar sua dívida até 15 de agosto. "Temos de arrumar R$ 18 milhões (já contando os impostos) para pagar o Valdivia", disse o presidente Arnaldo Tirone. "Não foi um bom negócio."

Mais uma vez, o ex-presidente Mustafá Contursi contesta a negociação. "Ora, se houve dois aportes de dinheiro para auxiliar na compra do atleta, como o clube pode estar devendo o valor integral? Onde foram parar esses R$ 7 milhões que representam quase a metade do valor total pago?", questionou.

Luiz Gonzaga Belluzzo, responsável pela contratação de Valdivia, já avisou que o dinheiro colocado por Furlan e os Eternos Palestrinos foi usado para pagar outras dívidas em 2010.

Integrantes do Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras dizem que nenhum centavo do negócio foi quitado até aqui. Nem mesmo as comissões para o pai de Valdivia.

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