Clube tem tradição de preservar os ídolos

Na história do Milan, há vários casos de jogadores que ficam no time por muito tempo

, O Estadao de S.Paulo

21 de janeiro de 2009 | 00h00

Kaká disse que pretende envelhecer no Milan. Se depender da história do clube, a pretensão do brasileiro não é mera figura de linguagem. Há muitos casos de jogadores que passaram, se não a carreira toda, pelo menos grande parte de sua vida profissional no rubro-negro.Caso emblemático é o de Paolo Maldini. O atual capitão se transformou no mais "fiel" milanista, já que desde 1984 ostenta a condição de titular. Em quase duas décadas e meia, foram 631 jogos. O amor ao clube está no sangue: seu pai, Cesare (treinador da Azzurra no Mundial da França/98), foi zagueiro do Milan no período de 1954 a 1966. Outro símbolo é Franco Baresi, que de 1977 a 1997 não vestiu outra camisa a não ser a do Milan. Hoje, tem cargo executivo, como reconhecimento por sua eficiência e identificação com o clube. Baresi seguiu os passos de Gianni Rivera, mítico atacante que, entre 1960 e 1971, entrou em campo em 501 oportunidades para defender a equipe. O "Bambino d?Oro" marcou 122 gols nesse período.Torcedores mais antigos ainda recordam do sueco Nils Liedholm, que jogou 358 partidas pelo time, em 12 anos, e marcou 91 gols. O brasileiro José Altafini (0 Mazzola) é um dos grandes goleadores do Milan - 120 em sete anos. Brasileiros se dão bem no clube: Angelo Sormani ficou 5 anos (1965 a 1970), Dida está desde 2002, Serginho ficou de 1999 até o ano passado; Cafu, de 2003 a 2008. O caminho está aberto para Kaká.

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