Clube teme arranhar imagem e perder receita

A diretoria do Santos sofreu pressão extra para tomar providências em relação ao comportamento de Neymar. Isso porque o departamento de marketing do clube detectou sinais de que o mercado reagiu mal às últimas polêmicas que envolveram o jogador. Tanto a imagem do clube quanto a do atleta saíram arranhadas e, para evitar danos maiores, a direção agiu rápido.

Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

A explicação para o clima tenso que tomou conta da Vila nas últimas horas é simples. O Santos conta com o aumento da receita de patrocínio e merchandising para cumprir o contrato acertado há menos de um mês com Neymar. Além disso, conta com parte desse dinheiro para manter um grupo de jogadores competitivo no Brasileiro e para montar o time que disputará a Taça Libertadores de 2011.

Alguns desses importantes contratos, porém, ainda estão em negociação. E dirigentes envolvidos nessas conversas temem que as atitudes de Neymar desmotivem as empresas a relacionar suas marcas com o clube e com o atleta. O principal desafio é fazer o craque entender isso.

Ri e chora. A instabilidade de Neymar preocupa também as pessoas que cuidam de sua carreira. Durante a negociação com o Chelsea, da Inglaterra, o garoto só tomou a decisão de recusar a proposta no último dia. "Ele só tem 18 anos. Isso é normal", explicou o agente Wagner Ribeiro. "Quando a torcida aplaude, demonstra carinho, ele fica motivado e quer jogar cada vez mais. Quando reclama e pega no pé, o sujeito fica mais reticente." Para o pai, Neymar da Silva, o assunto está encerrado. "Ele errou, tomaremos providências", disse. "Mas fazem tempestade em copo d"água sem necessidade."

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