Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Clubes poliesportivos são o elo do projeto

Associações garantem a inclusão dos atletas mirins nos treinos de alto rendimento e dão a eles um sonho

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 05h00

Os clubes poliesportivos representam um elo fundamental do projeto. São eles que garantem o contato dos futuros atletas com o esporte de alto rendimento. O primeiro parceiro da prefeitura paulistana na iniciativa foi o Clube Esperia, um dos mais tradicionais de São Paulo e responsável pela formação de competidores consagrados como o navegador Amyr Klink e o ex-tenista Fernando Meligeni.

Atualmente, os alunos do CEU treinam no Esperia várias modalidades, mas principalmente no atletismo. Além disso, o clube recebe diversas competições estudantis durante o ano. “Um dos nossos objetivos é promover a formação das categorias de base, garantindo o aumento do número de praticantes em praticamente todas as modalidades esportivas”, diz Ari Mello, gerente de Esportes.

Além do Esperia, também estão envolvidos na descoberta de novos talentos o Instituto Elisangela M. Adriano (Iema), entidade forte nas categorias de base do atletismo, e o Círculo Militar. O Esporte Clube Pinheiros deve retomar a parceria com a Prefeitura em breve. Durante o ciclo olímpico para os Jogos do Rio, vários professores acompanharam a preparação de atletas do clube.

O projeto também prevê a capacitação de professores de educação física para que eles descubram os talentos esportivos. De modo que eles são treinados para atuar como os “olheiros” dos clubes de futebol. A capacitação dos professores conta com o apoio do Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo (NAR), centro de pesquisa mantido pelo Instituto Península para desenvolver o esporte olímpico.

“Os cursos têm um semestre de duração com aulas práticas e teóricas para até 50 profissionais”, explica Irineu Loturco, diretor técnico do NAR.

Para o professor Cleber Motizuki, o treinamento permite preparar melhor os alunos da comunidade para que eles possam entrar em um clube ou até mesmo conseguir bolsa de estudos por meio do esporte. Já a professora Vanessa Gianolli Ferreira, que ensina ginástica rítmica, comenta que o relacionamento com os clubes facilita a indicação de novos talentos e atualiza a formação técnica dos próprios professores.

 

 

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