José Lucena/Futura Press
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Coaracy e outros acusados da CBDA podem ter de ressarcir R$ 160 milhões

Operação Águas Claras resultou na detenção de quatro dirigentes

O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2017 | 17h25

Acusados na Operação Águas Claras, Coaracy Nunes e outros três membros da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos podem ter de pagar até R$ 123 milhões pelo ressarcimento de danos aos cofres públicos e pagamento de multas, segundo o site ESPN.com.br. A cifra pode chegar a R$ 160 milhões considerando as empresas e os demais envolvidos no caso se a Justiça Federal acatar o pedido do Ministério Público Federal.

As investigações apuram o destino de cerca de R$ 40 milhões repassados à entidade pelo Ministério do Esporte. Há indícios de um esquema de desvios de recursos públicos captados por meio de convênios e leis de fomento ao esporte. Entre as fraudes, estão licitações para aquisição de equipamentos de natação no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, a contratação superfaturada de uma empresa de turismo e a apropriação de valores que deveriam ser repassados aos atletas ou investidos na realização de competições. 

A Operação Águas Claras resultou na detenção de Coaracy Nunes - presidente da CBDA por 29 anos -, Sérgio Ribeiro Lins de Alvarenga (diretor financeiro), Ricardo Cabral (coordenador de polo aquático) e Ricardo de Moura (secretário-geral de natação e executivo da CBDA). 

Também são réus a Agência Roxy de Turismo, que protagonizou parte das irregularidades, e seu representante, o empresário Michael Bruno Wernie. Completam a lista de envolvidos as empresas F2 Viagens e Turismo e Mundi Tour Viagens e Turismo, que simularam concorrer com a Roxy em licitações da Confederação, e seus administradores Flávio Ribeiro Correa e Yvanete Penna Trindade Silva.

Os acusados poderão responder pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude a Lei de Licitações. Na última semana, foram cumpridos um total de 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Todas as medidas foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Veja quanto cada um dos dirigentes da CBDA pode ter de pagar:

Coaracy Nunes: R$ 46 milhões

Sérgio Alvarenga: R$ 26 milhões

Ricardo de Moura: R$ 25,5 milhões

Ricardo Cabral: R$ 25,5 milhões

 

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