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COB admite rever recursos e critérios

O Comitê Olímpico Brasileiro fará uma análise mais detalhada sobre o desempenho de cada uma das 27 modalidades nos Jogos de Atenas em reuniões individuais com as confederações brasileiras. "Vamos fazer uma revisão técnica individualizada e dos recursos da Lei Agnelo Piva", afirmou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman que, dessa vez, diferentemente do que fez em Atlanta, por exemplo, quando criticou o 5º lugar do vôlei masculino, não analisou a campanha diretamente. "Não houve nenhuma zebra, como também não estamos chorando nenhuma medalha perdida. A avaliação do resultado final do Brasil é que houve um crescimento uniforme." A campanha do Brasil custou cerca de R$ 10 milhões, incluindo o período de aclimatação feito em 13 cidades diferentes da Europa - sem contar os recursos que o COB, através da Lei Agnelo Piva, repassa às confederações anualmente. No geral, Nuzman elogiou a organização dos Jogos - "da qual todos duvidavam", disse - e destacou a evolução do Japão, que passou de 15º para quinto nesses Jogos e o crescimento da China, vice-campeã geral, atrás dos Estados Unidos. "No caso do Brasil, o que houve foi uma melhoria quantitativa. "A medalha é uma conseqüência, um segundo momento do trabalho que vem primeiro." O dirigente citou um único nome de atleta em seu balanço e não foi para falar de medalha, mas sim para elogiar uma atitude, o cavaleiro Rodrigo Pessoa. "Mostrou que é um grande atleta quando foi dar o seu apoio ao atleta americano que deixou a pista com o seu cavalo mancando. Ele foi o único a consolar o seu rival, mostrou a grandeza de um atleta." Critério - Quanto ao fato de o Brasil trazer atletas com índice para participar, mas que não têm chances de fazer resultados em uma competição forte como a Olimpíada, disse que o COB não pode vetar quem cumpriu as condições estabelecidas pelas federações internacionais. Admitiu, no entanto, que poderá, nas reuniões individuais com as confederações, discutir critérios mais rigorosos de classificação. O dirigente sabe que o esporte brasileiro ainda precisa oferecer oportunidades. Citou, inclusive, uma garota do Maranhão que foi adotada e tornou-se a única representante da ginástica belga nos Jogos. "Se tivesse no Maranhão talvez não viesse a Olimpíada." Afirmou que o esporte precisa de escolas, clubes, academias, universidades e vilas olímpicas para se desenvolver, mas não deixou claro de onde viriam e como devem ser direcionados os recursos.

Agencia Estado,

30 Agosto 2004 | 09h15

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