Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

COB ainda não sabe se terá imagem arranhada após investigações

Dirigente diz que impacto da acusação que aponta compra de votos para escolha do Rio ainda não pode ser dimensionado

Marcio Dolzan e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2017 | 17h00

Mesmo que a Polícia Federal tenha batido na sede do Comitê Olímpico do Brasil (COB), onde realizou procedimento de busca e apreensão, e esteja investigando seu presidente, Carlos Arthur Nuzman, a entidade tenta transparecer normalidade. Oficialmente, a avaliação é de que a Operação Unfair Play não prejudica a imagem do COB porque as investigações ainda estão em andamento e uma eventual participação de Nuzman no suposto esquema de compra de votos para o Rio receber os Jogos de 2016 ainda precisa ser comprovada.

Um desgaste na imagem do comitê poderia ter consequências danosas na busca por patrocínios, uma preocupação que vem desde o fim do ano passado, quando acabaram os contratos do mais rico ciclo olímpico que o COB já viveu.

Para Rafael Grabowsky, gerente geral de Marketing da entidade, os impactos na operação ainda não podem ser dimensionados. “É cedo para a gente falar qualquer coisa. O Nuzman está preparando sua defesa, falar alguma coisa agora seria prematuro”, comentou. “Vamos ter de esperar um pouco mais, para depois entender se vai haver algum impacto ou não.”

Por ora, os negócios seguem seu ritmo normal. Na terça-feira, o COB vai apresentar oficialmente sua nova fornecedora de material esportivo, a chinesa Peak, que substitui a Nike. Até o fim de semana, a entidade também deverá assinar contrato com a Universidade Estácio, que passará a ser uma de suas principais patrocinadoras.

O ministério do Esporte não quis se manifestar sobre a Operação Unfair Play, mas a ação chamou a atenção no Congresso Nacional. A Comissão de Esporte da Câmara aprovou na quarta-feira requerimento do deputado federal João Derly (Rede-RS) de convite para que Carlos Arthur Nuzman compareça à comissão para prestar esclarecimentos (leia mais ao lado). Por se tratar de um convite, e não de convocação, o dirigente não é obrigado a comparecer.

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