Saulo Cruz/Divulgação
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COB anuncia a saída de Agberto Guimarães, homem forte do esporte no comitê

Diretor executivo de esportes da entidade era responsável pelo comando do Time Brasil para os Jogos de Tóquio-2020

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 20h46

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou na noite desta quinta-feira a saída de seu diretor executivo de Esportes, Agberto Guimarães. Ele ficou no cargo pouco mais de um ano, e tinha como missão comandar o Time Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Segundo o COB, a saída foi "em comum acordo e seguindo a reestruturação assumida pela nova gestão". É a terceira saída de peso do COB desde que Paulo Wanderley Teixeira assumiu a entidade, no mês passado.

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Agberto Guimarães era o homem forte do esporte no COB desde outubro do ano passado, quando assumiu a vaga a convite de Carlos Arthur Nuzman. Agberto foi anunciado no mesmo dia em que Nuzman fora reeleito pela sexta vez para presidir o comitê. À época, Nuzman afirmou que o novo diretor era "a pessoa talhada para conduzir o desafio" de levar o Time Brasil a uma boa campanha nos Jogos de Tóquio-2020. Ele foi mais longe e disse que Agberto Guimarães teria "carta branca" no COB e que era "evidente" que ele poderia "incrementar, crescer alguma coisa" caso achasse importante no atual ciclo olímpico. 

Com perda de patrocinadores depois da Olimpíada, contudo, o comitê passou a conviver com um período de vacas magras - e o próprio Agberto Guimarães reconhecia que um de seus principais desafios era "fazer uma dieta nos gastos".

A tal dieta ficou mais intensa quando Paulo Wanderley assumiu o comando do COB, em outubro. Vice de Nuzman, ele assumiu a entidade depois que o cartola renunciou ao comando para se defender de acusação de participação em suposto esquema de compra de votos para o Rio sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

A ordem do novo presidente é cortar custos em todos os setores e das mais diversas formas. Uma delas será a mudança da sede do COB no segundo semestre de 2018, com a estimativa de economizar cerca de R$ 4,5 milhões ao ano. Outra delas será com a redução de pessoal ou, pelo menos, na folha salarial.

No fim de outubro, em entrevista ao Estado, Paulo Wanderley afirmou que a entidade passaria por contenção de despesas e que "fatalmente" haveria mudanças em seu quadro de diretores. Na ocasião, ele elogiou Agberto Guimarães - a quem chamou de "um dos grandes quadros do COB" -, mas não confirmou sua permanência na entidade. Mais do que isso, avisou que carta branca não haveria pra ninguém.

A saída de Agberto é a terceira de peso do COB desde que Paulo Wanderley assumiu o comitê. O primeiro a deixar o COB foi o general Augusto Heleno, que comandava o Instituto Olímpico - órgão educacional da entidade. Ele pediu desligamento. Depois, foi a vez do secretário-geral e diretor financeiro, Sérgio Lobo, que fora demitido.

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