COB assume o comando do Parque Aquático Maria Lenk

Idéia é transformar a instalação em um centro de desenvolvimento de todos os esportes aquáticos

Leonardo Maia, Agência Estado

17 de março de 2008 | 18h43

Foi com alívio que a prefeitura do Rio passou a administração do Parque Aquático Maria Lenk ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em cerimônia realizada nesta segunda-feira no Palácio da Cidade, em Botafogo, zona sul do Rio. No entanto, apesar do otimismo, nenhum projeto concreto foi apresentado para o local, que está ocioso desde o fim dos Jogos Parapan-Americanos, em agosto passado, como o Estado/AE/JT noticiou em reportagem publicada na última quarta-feira.Em linhas gerais, a idéia é transformar a instalação em um centro de desenvolvimento de todos os esportes aquáticos, olímpicos e para-olímpicos, com escolinhas, oficinas e competições. "Não podemos adiantar maiores detalhes pois vamos contratar consultorias internacionais especializadas para traçar um plano de gestão profissional do Maria Lenk", justifica Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, que não quis estabelecer um prazo para efetivação de tal plano. "Será o mais rápido possível"."Ficamos aliviados com a decisão do COB. Assim, a prefeitura economiza seus ‘trocados’ e pode investir (os cerca de R$ 5 milhões anuais de manutenção) na formação de base, nas vilas olímpicas e escolas públicas", disse o prefeito do Rio, Cesar Maia.A princípio, a Secretária de Esporte e Lazer do município tentou uma parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), que acabou naufragando por falta de recursos financeiros, forçando o COB a tomar decisão inédita: administrar uma instalação esportiva. "Vamos buscar patrocínios e incentivos fiscais para aliviar os custos de manutenção, mas temos plenas condições de manter a instalação em excelentes condições", comentou Nuzman.O acordo de cessão é de 20 anos, e o Comitê não terá que pagar nada à prefeitura, tendo como contrapartida que reservar 10% das vagas nas futuras escolinhas aos alunos da rede pública municipal. O ex-nadador Ricardo Prado será o coordenador esportivo da instalação. "É uma grande responsabilidade, que me dá muito orgulho", diz Prado, que falou sobre a subutilização dos equipamentos herdados do Pan-americano. "É um problema novo para todos nós. A prefeitura teve dificuldade em achar a solução ideal, mas acho que a encontramos. Os resultados esportivos virão de médio a longo prazo".Nuzman anunciou ainda que acordo semelhante será selado para a gestão do Velódromo da Barra, atualmente utilizado para treinamento da seleção brasileira de ciclismo e em competições semi-amadoras. O velódromo consome em torno de R$ 3 milhões anuais apenas para manutenção. A administração do velódromo pelo COB faz parte do projeto de transformar a área do Autódromo de Jacarepaguá (onde também estão o Maria Lenk e a Arena Multiuso) em uma grande "cidade olímpica", que integra os planos de candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016. "É um passo muito importante nesse sentido", diz Nuzman. A prefeitura já anunciou que quer construir um novo autódromo em área próxima ao aeroporto do Galeão.

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