COB cobra explicação da Confederação de Remo

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) convocou nesta segunda-feira o interventor da Confederação Brasileira de Remo (CBR), Mauro Ney Palmeiro, para cobrar do dirigente uma explicação sobre o abandono de equipamentos utilizados para competições de remo durante os Jogos Pan-Americano de 2007, no Rio. A entidade deu prazo de 24 horas para que ele esclareça o assunto, embora já tivesse conhecimento do problema havia algumas semanas.

SÍLVIO BARSETTI E BRUNO LOUSADA, Agencia Estado

18 de maio de 2009 | 21h06

Para o COB, tudo que diz respeito ao legado do Pan é prioridade pelo fato de essa ser uma das principais bandeiras do Rio para sediar a Olimpíada de 2016 - a eleição acontece em outubro. As denúncias sobre a não utilização, há pelo menos um ano e meio, de sete barcos e uma raia importada da Hungria ganham importância por causa da injeção de recursos públicos nesses equipamentos - cerca de R$ 1,28 milhão.

"Eu estou aqui há apenas uma semana, estou tomando pé da situação ainda. Mas vou saber exatamente o que se passa em 24 horas", disse Mauro Ney Palmeiro, no final da tarde desta segunda-feira. Ele atua como interventor da CBR desde que o presidente da entidade, Rodney Bernardes de Araújo, foi afastado por decisão da Justiça, acusado de cometer irregularidades no cargo.

De acordo com "informações preliminares" de Mauro Ney Palmeiro, as lanchas e catamarãs do Pan estariam ainda em poder do governo do Estado. "Seriam repassadas para o COB ou à CBR, mas vou ter isso certinho amanhã (terça-feira)", prometeu o interventor da entidade que comanda o remo brasileiro.

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