COB dá prêmio para Nalbert e Daniele

O jogador de vôlei Nalbert Bittencourt e a ginasta Daniele Hypólito foram eleitos os melhores atletas do ano pelo Prêmio Brasil Olímpico. Mais 45 competidores foram agraciados, por terem se destacado individualmente em suas respectivas modalidades, nesta terça-feira à noite, durante a festa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que reuniu personalidades do esporte, na Escola Naval do Rio. Capitão da seleção brasileira, Nalbert, aos 28 anos, comandou a equipe na conquista do Mundial de Vôlei, em outubro, na Argentina. O atleta mostrou personalidade, ao superar a perda do título da Liga Mundial, no Brasil, para a Rússia, em agosto, e desempenhou um papel fundamental para o triunfo brasileiro, sendo o maior pontuador na partida final, com 28 pontos, na revanche contra os russos. Único atleta campeão mundial nas três categorias do vôlei (infanto-juvenil em 1991, juvenil em 1993, e adulta, em 2002), Nalbert, de 1,95m e 82kg, foi levado pelo sucesso a atuar nas quadras japonesas. Atualmente ele defende a equipe do Macerata, da Itália, para onde se transferiu este ano. Nalbert concorreu com o iatista hexacampeão do Mundo, Robert Scheidt, que buscava seu segundo prêmio como melhor atleta do ano, e com o tenista Andre Sá. Ao chegar às quartas-de-final do Torneio de Wimbledon, em 2002, Sá foi apontado como um dos melhores tenistas da atualidade no Brasil, depois de Gustavo Kuerten. Aos 18 anos, Daniele tornou-se a primeira bicampeã do prêmio, que está em sua quarta edição. A "Pequena Notável" da ginástica brasileira, de 1,45m e 41kg, derrotou a saltadora Maurren Maggi, que também buscava o seu segundo título, e a jogadora de vôlei de praia Adriana Behar. Apesar de ter enfrentado problemas com o repentino sucesso obtido com a conquista da medalha de prata nos exercícios de solo e a quarta colocação na classificação geral, no Mundial de Ghent, na Bélgica, no final de 2001, a atleta conseguiu manter a boa performance neste ano. Os excessos de peso e compromissos com patrocinadores, além da incerteza de sua permanência no Flamengo ou a transferência para Curitiba, foram superados com boas exibições e resultado expressivos. A ginasta ganhou a medalha de ouro nos exercícios de trave na primeira etapa da Copa do Mundo, em Cottbus, na Alemanha, ficou em quinto lugar nos exercícios de solo, no Mundial de Ginástica por Aparelhos, em Debrecen, na Hungria, e conquistou o quarto lugar na final dos exercícios de trave, na Copa do Mundo de Ginástica Artística, em Stuttgart, na Alemanha. O técnico da seleção de vôlei masculino, Bernardinho, recebeu o prêmio de melhor técnico do ano. Desde que assumiu a equipe, em abril de 2001, o treinador colecionou sete títulos de campeão e dois de vice-campeão, nas nove competições disputadas. O trunfo maior obteve este ano: campeão Mundial de Vôlei, na Argentina. Mais um - Distribuído pela primeira vez, o Troféu Hors Concours foi dado ao artilheiro do Brasil na Copa do Mundo da Coréia e Japão, Ronaldo, do Real Madrid. Já o Troféu Adhemar Ferreira da Silva (destinados a atletas que se destacaram em Olimpíadas e no esporte) foi entregue ao ex-nadador e ex-jogador de pólo aquático João Gonçalves Filho, participante de seis Jogos Olímpicos. O melhor atleta paraolímpico foi André Luiz portador de deficiência visual e medalhista nas Paraolimpíadas de Sidney nos 100 e 200 metros rasos. Por seus esforços na candidatura do Rio de Janeiro para ser a sede do Pan-Americano de 2007, o prefeito da cidade Cesar Maia foi contemplado com o troféu de Personalidade Olímpica. Participantes das Olimpíadas de Tóquio, em 1964; Munique, em 1972; Montreal, em 1974; Moscou, em 1980; Los Angeles, em 1984; e Seul, em 1988, totalizando 191 atletas receberam uma placa comemorativa.

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