COB divide os recursos da Lei Piva

O Comitê Olímpico Brasileiro detalhou nesta quinta-feira a forma como as confederações olímpicas aplicarão os recursos provenientes da Lei Piva, estimados em R$ 30 milhões neste ano. E que serão aplicados, acima de tudo, na preparação dos atletas de alto nível, visando a um bom desempenho na Olimpíada de Atenas/2004.As Confederações de Atletismo, Basquete, Desportos Aquáticos, Vela e Motor e Voleibol receberão as maiores parcelas: 4% cada, ou R$ 1,2 milhão. E usarão boa parte na seleção olímpica permanente - no caso do atletismo 60%, do basquete 33% e da vela 30%.A natação, que detém metade da verba dos desportos aquáticos, usará só 5,5% para a seleção permanente, mas 50% para treinamento e participação de atletas em eventos no exterior, o que também é uma preparação para os Jogos Olímpicos. Os dirigentes do vôlei apresentarão seu projeto em abril, mas sabe-se que os recursos serão aplicados no treinamento das Seleções Brasileiras e na manutenção do Centro de Treinamento.As associações que regem os esportes de inverno, e que estarão envolvidas nos Jogos Olímpicos de Inverno, de 8 a 24 de fevereiro, em Salt Lake City, também não divulgaram como usarão toda a verba: 0,5% para Bobsled, Luge e Skeleton e 0,5% para Esqui e Snowboard, o que equivale a R$ 150 mil.O trabalho apresentado nesta quinta-feira foi resultado de reuniões com as confederações, que detalharam seus projetos de acordo com seis ações indicadas pelo COB: programas e projetos de fomento, desenvolvimento e manutenção do esporte, formação de recursos humanos, ajuda para atletas e comissão técnica, participação em competições nacionais e internacionais."Os percentuais a que cada confederação tem direito foram atribuídos de acordo com o potencial de cada modalidade", explicou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.A Lei Piva, sancionada em 16 de julho de 2001, determina que 2% do prêmio das loterias federais do País seja repassado ao Comitê Olímpico Brasileiro (85%) e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (15%). Por lei, o COB é obrigado a investir 15% do total recebido em ações ou projetos estudantis (10%) e universitários (5%). Os 85% restantes - estimados em R$ 30 milhões neste ano - servem para administrar o esporte olímpico.No último dia 21, o COB se reuniu com as confederações olímpicas e expôs a forma como o TCU (Tribunal de Contas da União) vai fiscalizar os recursos da Lei Piva. Depois, realizou mais reuniões para definir detalhes de cada projeto.De acordo com o cronograma das solicitações, as Confederações de Badminton, Basquete, Boxe, Ginástica, Hipismo, Lutas Associadas, Remo, Tênis, Vela e Motor, Bobsled e Esqui já receberam recursos."A verba está disponível para quem apresentou seu projeto", disse Nuzman. "À medida em que os recursos aumentarem, serão repassados proporcionalmente às confederações."

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2002 | 20h19

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