COB usará Jogos de 2012 para dar experiência a atletas

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vai levar alguns jovens atletas para a Olimpíada de Londres, em 2012, para uma espécie de aclimatação para os Jogos de 2016, no Rio. A intenção é dar experiência para as maiores promessas do esporte nacional. Assim, elas sentiriam menos a pressão quando forem competir em casa.

AE, Agência Estado

30 de maio de 2011 | 20h30

Ex-jogador de vôlei, que foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles (EUA), o superintendente executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire, citou a própria experiência no esporte para defender a iniciativa.

"Na primeira vez que fui a uma grande competição, no primeiro dia só fiquei pedindo autógrafo dos russos e dos poloneses", contou Marcus Vinícius Freire, nesta segunda-feira, durante o Fórum Rio Cidade Sede, no prédio da Bolsa de Valores, no centro do Rio.

A ideia do dirigente é que a geração de 2016 "se prepare indo a Londres para entender esse mundo e quebrar o gelo". "Lembro que a Daiane (a ginasta Daiane dos Santos) ficava desesperada porque na Vila Olímpica tinha uma lanchonete de fast food com tudo gratuito e ela não podia comer nada. Se não conseguirmos educar antes os jovens, teremos dificuldades", afirmou Marcus Vinícius Freire.

O plano do COB é ambicioso: ver o Brasil entre os dez países primeiros colocados em 2016. Para isso, segundo Marcus Vinícius Freire, o País precisa ganhar pelo menos mais quinze medalhas do que as conseguiu nos Jogos de Pequim - em 2008, faturou três de ouro, quatro de prata e oito de bronze.

Durante o seminário, o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, anunciou que o governo vai investir em 2011 R$ 86,1 milhões no esporte - no ano passado, disponibilizou R$ 53,6 milhões. "Temos que aproveitar 2016 como plano de partida e não como de chegada. Estes Jogos devem ser um marco para o novo posicionamento do País entre os principais do mundo", explicou.

Presente também no encontro, o presidente do Minas Tênis Clube, Bruno Zech Coelho, demonstrou estar pessimista quanto ao sonho do Brasil de ficar entre os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas da Olimpíada de 2016. "Hoje tenho dúvidas se vamos conseguir isso", afirmou o dirigente, que comanda um clube de tradição nos esportes olímpicos. "Construir uma equipe para estar entre os 10 do mundo, em cinco anos, é complicado. O tempo está ficando curto e precisamos trabalhar juntos."

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