Coe diz que não pode garantir que escolha do Catar para Mundial foi íntegra

O presidente da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF), o britânico Sebastian Coe, disse nesta quarta-feira, perante ao parlamento do seu país, que desconhece se a bem sucedida campanha do Catar para receber o Mundial de 2019 foi íntegra. Há exatos cinco anos, os catarianos receberam o direito de organizar a Copa do Mundo de futebol de 2022, em votação repleta de acusações de corrupção.

Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2015 | 19h57

Coe, que tem título nobiliárquico de Sir, concedido pela rainha Elizabeth II, foi convocado pelo parlamento para falar sobre as recentes denúncias contra ele e contra a IAAF, especialmente por atos cometidos antes de ele assumir a presidência desta entidade, em agosto.

Na segunda-feira, a IAAF suspendeu os três mais altos dirigentes da Federação Queniana de Atletismo por, entre outros motivos, supostamente ter aceito dois carros oferecidos pela Federação Catariana antes da votação de novembro de 2014, que elegeu Doha como sede do Mundial de 2019.

Questionado sobre como sabe que a candidatura do Catar foi íntegra, Coe respondeu: "Bom, eu não sei". A pergunta foi repetida outras vezes e ele bateu na mesma tecla. Depois, disse: "A situação é muito clara e o Comitê de Ética analisará esses dados".

Quando o Catar venceu a eleição, Coe era presidente do Comitê Olímpico Britânico, cargo ao qual ele ainda não renunciou. O ex-fundista comandou a organização dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

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