COI adverte: acabou a lua-de-mel com o Rio

Presidente do Comitê Olímpico quer que tudo esteja definido até o fim do ano e adverte: sucesso dos atletas é fundamental

JAMIL CHADE , ENVIADO ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h04

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, deixou claro ontem que terminou o período de lua de mel com o Rio. A ordem agora é pressionar para que o Rio de Janeiro tenha sua estrutura disponível o mais cedo possível e que as autoridades brasileiras possam seguir um planejamento realista. Mas não são apenas as estruturas esportivas que preocupam o COI.

Para Rogge, o sucesso dos atletas brasileiros é fundamental para o ambiente da competição, para assegurar um clima de festa e estádios lotados. "Essas conquistas são necessárias e estamos alertando o Brasil. Mas elas são o resultado de estratégia, planejamento e financiamento." Os britânicos, lembrou, sofreram com os resultados em Atlanta, em 1996, e decidiram investir nos esportes olímpicos. Este ano colheram o investimento: terceiro lugar na tabela, atrás apenas de EUA e China.

O orçamento é outro ponto que preocupa o belga, que deixa o COI em 2013. "Queremos uma previsão o mais rápido possível. Temos de ser realistas e ter um balanço equilibrado. Vivemos a pior crise em 70 anos. Os eventos precisam ter controle de custos, legado e sustentabilidade."

Em novembro, ele vai se reunir com as autoridades do Rio e usar a experiência de Londres como um exemplo. "Há coisas que podem ser melhoradas, como o sistema de venda de ingressos que, para o Rio, será modificado."

Para ele, Londres foi um sucesso de organização. "Londres começou a trabalhar cedo e o legado já estava definido antes mesmo de começar. Sou um homem muito feliz e agradecido. A história do esporte foi escrita em Londres."

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