COI ameaça EUA, futebol e ciclismo

Os Estados Unidos, o futebol e o ciclismo receberam uma dura ameaça de exclusão dos Jogos Olímpicos no futuro se não adotarem o novo código mundial antidoping, a vigorar a partir de 2006 (os países têm de criar leis e normas internas e tribunais). A advertência foi feita pelo próprio presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, na abertura da conferência de Copenhague da Agência Mundial Antidoping (Wada), na Dinamarca. Rogge advertiu primeiro que o país cujo governo não aceitar o código não poderá ser candidato a sede dos Jogos Olímpicos. Uma mensagem clara para os Estados Unidos ? Nova York é candidata à Olimpíada de 2012. Acrescentou que as federações que discordarem do acordo terão seus esportes excluídos do programa olímpico. As federações aludidas por Rogge são as de futebol e ciclismo, cujos presidentes, Joseph Blatter e Hein Verbruggen, não compareceram à conferência, ausências interpretadas como indício de resistência ao código, que prevê dois anos de suspensão para os infratores e exclusão em caso de reincidência. Tanto Blatter como Verbruggen acham que as sanções são duras demais, mas Rogge reiterou a necessidade de todas as federações aceitem um código com penas uniformes. Verbrugen divulgou um comunicado de que a União Ciclística Internaconal (UCI) deseja que também as ligas profissionais sejam obrigadas a aderir ao código, uma óbvia referência às ligas americanas de basquete (NBA), hóquei sobre o gelo (LNH) e de beisebol (MBL), esportes olímpicos. O tênis, que também era reticente quanto a controles antidoping, confirmou na semana passada, sua aceitação ao código mundial, que estabelecerá também uma nova lista de substâncias proibidas, que poderá excluir drogas como a maconha. A Fifa está representada em Copenhaguem pelo belga Michel D?Hoodge.

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