Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

COI aponta em pesquisa que 56% dos atletas sofrem para treinar durante a pandemia

Brasil foi o país com a maior participação no estudo, responsável por 12% das respostas

Redação, Estadão Conteúdo

17 de junho de 2020 | 17h37

O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 para 2021, por causa da pandemia do novo coronavírus, impactou muito, e ainda causa problemas, no treinamento dos atletas que estavam classificados ou para os que buscam a vaga olímpica. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que apontou que treinar com eficiência é a maior barreira para 56% dos atletas. Metade deles tem dificuldades para manter a motivação.

O COI divulgou o resultado desta pesquisa, realizada em maio, em seu site oficial. Nela foram ouvidos 4.089 pessoas de 135 países, sendo 80% atletas (de elite, júnior e aposentados), 13% comissão técnica e 7% dirigentes. O Brasil foi o país com a maior participação no estudo, responsável por 12% das respostas. A maioria dos atletas estava vivendo sob medidas restritivas de isolamento quando a pesquisa foi respondida.

"É muito difícil treinar devido a muitas restrições. Treinar adiciona estrutura à minha vida e sinto que a falta de estrutura sem treinamento está afetando negativamente minha saúde mental. Tudo com o que estou lutando está ligado. Não podem ser vistos separadamente", afirmou um atleta de elite da África do Sul.

Manter a motivação (50%) e manter a saúde mental (32%) foram as outras respostas mais dadas pelos pesquisados, que foram perguntados qual era o maior desafio para os atletas durante a pandemia da covid-19. A pesquisa mostrou que financiar a carreira é uma preocupação maior entre os atletas da elite.

Para a comissão técnica, 63% dos entrevistados apontaram como maior desafio manter seus atletas motivados. Planejar a estrutura de treinamento (56%) e dar suporte à saúde mental do atleta (40%) também são barreiras relevantes para os técnicos. "Manter os atletas motivados tem sido difícil e a saúde mental também não tem sido fácil", disse um membro de comissão técnica brasileira.

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