Jean Christophe Bott/AP
Jean Christophe Bott/AP

COI aprova 'Agenda 2020' e muda movimento olímpico

Proposta de Thomas Bach é aprovada e é definida idade mínima de 70 anos para os dirigentes do Comitê Olímpico Internacional

Estadão Conteúdo

08 de dezembro de 2014 | 16h09

O Comitê Executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira, todos os 40 itens da chamada ''Agenda 2020'', proposta do presidente Thomas Bach que agora vai alterar todo o movimento olímpico. Passou inclusive a polêmica proposta de criar um limite de idade para dirigentes esportivos da entidade.

A ''recomendação 37'', uma das últimas a serem votadas, impõe um teto de 70 anos para os dirigentes do COI, com a possibilidade de uma única reeleição depois disso, havendo ainda um limite para que apenas cinco dirigentes por vez tenham direito a este benefício. Presidente da Fifa e membro do COI, o suíço Joseph Blatter, de 78 anos, já havia declarado que a medida era "discriminatória". Mesmo assim, votou junto com seus companheiros, ajudando que o item, como todos os outros, passasse por unanimidade.

A Agenda 2020 começou a ser votada pela manhã em Mônaco, no congresso do COI, e aprovou uma série de medidas que visam modernizar o movimento olímpico. Entre os primeiros itens votados estava a redução no custo de sediar os Jogos Olímpicos, com o COI passando a incentivar a utilização de estruturas já existentes ou provisórias.

No plano esportivo, foi derrubado o limite de 28 modalidades por edição dos Jogos de Verão, passando a vigorar um limite de atletas (10.500) e eventos (310 cerimônia de medalhas). Modalidades poderão entrar e sair do programa e os países sedes poderão sugerir a realização de provas apenas naquela edição - Tóquio/2020 sempre defendeu o beisebol, por exemplo. Serão incentivadas as provas mistas até que haja equivalência entre homens e mulheres nas Olimpíadas. As mudanças começam a valer nos Jogos de 2024, entretanto.

A segunda parte da votação começou com um texto objetivo e sintético: "Incluir a não discriminação por orientação sexual no sexto princípio da Carta Olímpica". A nova orientação é uma resposta direta à Rússia, que recebeu os Jogos de Inverno de Sochi, este ano, mesmo tendo leis antigays.

Entre as recomendações votadas e aprovadas está o incentivo ao "atleta limpo", o que inclui a realização de uma nova cerimônia de medalha para premiar atletas que herdaram medalhas por desclassificação de rivais.

Outros itens dizem respeito à relação com parceiros e patrocinadores, além de orientações genéricas visando, por exemplo, a facilitação no processo de autorização do uso das marcas do COI para fins não lucrativos. Será criado um canal de TV do COI e, junto com a Unesco, a entidade vai buscar implantar disciplinas de esporte e valores olímpicos nas grades curriculares ao redor do mundo.

Entre as novidades, a decisão de que os Jogos Olímpicos da Juventude passarão por reformulação (que será decidida no futuro) e serão realizados em anos ímpares. Além disso, um "Prêmio Olímpico" será entregue a contribuintes em cultura, educação, desenvolvimento e paz, em uma espécie de Nobel olímpico, em toda edição olímpica.

Tudo o que sabemos sobre:
Jogos OlímpicosCOIOlimpíadaRio 2016

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.