COI cassa as medalhas de 2 bielo-russos

tletas do arremesso de martelo levaram prata e bronze em Pequim

Lausanne, O Estadao de S.Paulo

12 de dezembro de 2008 | 00h00

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou ontem a punição de três atletas que participaram da Olimpíada de Pequim. Os bielo-russos Vadim Devyatovskiy e Ivan Tsikhan, respectivamente prata e bronze no arremesso de martelo, terão de devolver suas medalhas e diplomas de participação nos Jogos. O polonês Adam Seroczynki, quarto colocado no caiaque K2 1000, também foi desclassificado. O trio vai recorrer à Corte Internacional do Esporte (CAS) contra a decisão.Tanto Devyatovskiy quanto Tsikhan tiveram resultado positivo para o hormônio testosterona exógena (não fabricado pelo organismo) nos exames antidoping realizados logo após a participação na Olimpíada. A decisão foi particularmente ruim para Devyatovskiy, que nunca mais poderá participar dos Jogos. O COI determina que reincidentes em caso de doping sejam excluídos permanentemente do evento. O pódio do arremesso de martelo em Pequim passa a ser formado pelo esloveno Primoz Kozmus (ouro), seguido do húngaro Krisztian Pars (prata) e do japonês Koji Murofushi (bronze).No caso de Seroczynki, a substância encontrada foi o Clenbuterol, comum em remédios broncodilatadores. Como ficou em quarto lugar na Olimpíada, a questão não envolve a devolução de medalhas. A decisão do COI afetou também Mariusz Kujawski, que não foi suspenso, mas desclassificado dos Jogos de Pequim por causa da infração de seu parceiro na prova do caiaque. Outras medalhas poderão mudar de dono até março do ano que vem. Com a descoberta da CERA (Ativador da Recepção Contínua da Eritropoiênese) - uma versão mais sofisticada e de longa duração da eritropoietina (EPO) - depois de terminados os Jogos, o COI determinou que parte das amostras coletadas em Pequim - em especial do ciclismo, remo, atletismo e natação - fossem reanalisadas para detectar a presença da substância. Também será investigada a presença anormal de insulina no organismo.O COI tem procurado aprimorar sua política de tolerância zero para o doping. Além de excluir atletas reincidentes, a entidade também determina que competidores flagrados durante a Olimpíada que pegarem mais de seis meses de suspensão não poderão participar da próxima edição do evento.

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