COI critica postura do governo do Kuwait e mantém país fora da Olimpíada

O Kuwait não está disposto a voltar a fazer parte do movimento olímpico. Pelo menos é esse o entendimento do Comitê Olímpico Internacional (COI) após diversas trocas de mensagens com o governo do país do Golfo Pérsico. Por conta da ingerência do governo na gestão do comitê olímpico e de federações esportivas nacionais, o Kuwait está suspenso no COI, na Fifa e em outras entidades, proibido de participar dos Jogos Olímpicos do Rio e das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Estadão Conteúdo

09 de dezembro de 2015 | 15h45

Nesta quarta-feira, em encontro do COI em Lausanne, Patrick Hickey, membro do Comitê Executivo e presidente do Comitê Olímpico Europeu, falou com a imprensa sobre o caso e disse que o Kuwait não tem demonstrado interesse em resolver a situação, pelo contrário. "Houve uma troca de cartas que não foram muito úteis para ajudar a nós (COI) e às 17 federações internacionais que suspenderam o Kuwait", disse.

O governo do Kuwait ameaça expulsar do país tudo ligado ao esporte olímpico, incluindo a sede do Conselho Olímpico Asiático, inaugurada lá em março do ano passado. A entidade é presidida pelo xeque Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, que é natural do Kuwait. De acordo com Hickey, o xeque, também membro do Comitê Executivo do COI, está "muito chateado" com a situação.

Ministro da pasta que comanda o esporte no país, o xeque Salman Sabah Al-Salem Al-Homud al-Sabah tem ameaçado proibir os atletas do Kuwait de competirem no Rio-2016. Se o comitê olímpico seguir suspenso, os esportistas têm direito de participar dos Jogos competindo sob a bandeira olímpica.

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