Mauro Pimentel / AFP
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COI diz que já iniciou investigação e admite que poderá suspender Nuzman

Caso seja suspenso da entidade internacional, Nuzman dificilmente permaneceria como presidente do COB

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2017 | 09h37

O Comitê Olímpico Internacional anunciou que considera medidas contra o presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman. Num comunicado emitido nesta quinta-feira em Lausanne, o COI indicou que sua Comissão de Ética já iniciou investigações sobre o brasileiro. Entre as possíveis sanções que estão sob consideração há a possibilidade de suspender o dirigente, o que minaria a sua capacidade de ele também manter seu cargo como presidente do COB.

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Nuzman, chamado de "grande amigo" pelo presidente do COI, Thomas Bach, foi preso nesta quinta-feira, suspeito de fazer parte de um esquema de pagamento de propinas em troca de votos ao Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

"O COI toma nota da prisão de Carlos Nuzman, membro de honra do COI", disse a entidade. "O chefe de Ética e de Compliance do COI pediu às autoridades brasileiras por todas as informações para proceder com as investigações dentro da entidade", indicou a instituição com sede na Suíça.

O COI, oferecendo "toda sua cooperação", informou ainda que "começou investigações imediatamente depois que alegações foram feitas" sobre Nuzman. "As investigações estão em curso", explicou a entidade. "Dados os novos fatos, a Comissão de Ética do COI pode considerar medidas provisórias, enquanto respeita o direito de Nuzman de ser ouvido", disse. 

Reiterando a presunção de inocência do brasileiro, o COI indicou que não comentará mais sobre o assunto enquanto uma decisão não seja tomada pelo órgão em relação ao brasileiro, que também foi o presidente do Comitê Organizador Local da Olimpíada de 2016.

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