Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

COI diz que obras da Rio-2016 estão no prazo, mas seguirá 'vigilante'

É a quarta inspeção de dirigentes do Comitê Olímpico Internacional; falta de vagas na rede hoteleira é uma preocupação

Reuters

20 de fevereiro de 2013 | 17h40

RIO - Após três dias de visitas a obras e instalações que serão usadas nos Jogos Olímpicos de 2016, integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) garantiram que a preparação do Rio para o evento está em dia, mas é preciso vigilância constante. Essa foi a quarta inspeção de dirigentes do COI ao Rio e, à medida que a competição vai se aproximando, as visitas serão mais frequentes.

 

"O Rio de Janeiro não está atrasado", disse nesta quarta-feira o diretor executivo da comissão de coordenação, Gilbert Felli. No entanto, a vice-presidente do COI e presidente da comissão de coordenação do COI para os Jogos do Rio, Nawal El Moutawakel, fez uma ressalva. "Já vimos avanços sólidos no Rio. Entretanto, muitos projetos precisam ser entregues e há um grande trabalho a ser feito; estamos confiantes, mas vigilantes para que os prazos sejam respeitados", destacou.

O começo da execução de algumas obras e a possibilidade de vê-las materializadas devem trazer um conforto maior para os mais céticos, na avaliação de Felli. "Não é cartão amarelo ainda ou vermelho (para o Rio). As coisas estão indo no ritmo. O comitê sempre quer ver o começo de construção. Vamos parar de ver buracos e ver construção. Queremos ver e recebemos garantias de que ficará dentro dos prazo", afirmou o diretor executivo do COI.

Os integrantes do COI não foram específicos sobre os pontos que merecem mais atenção, porém o tema da acomodação é algo que ainda não está totalmente solucionado, embora haja uma confiança na ampliação da oferta de quartos no Rio, seja com a construção de novos hotéis, ampliações das hospedagens já existentes, conversão de unidades ou utilização de quartos de navios como apoio durante o evento. "É importante que o plano final de acomodações seja apresentado nos próximos meses, porque esse é um ponto fundamental", declarou Nawal a jornalistas.

As autoridades brasileiras citam as acomodações como um tema que precisa avançar. Existe um déficit de acomodações na cidade, especialmente na Barra da Tijuca, bairro que vai concentrar boa parte dos Jogos de 2016. Esse déficit seria de 756 habitações, de acordo com as autoridades. "O que vemos hoje é que eles (Comitê Rio 2016) fecharam a lacuna no papel e em junho, quando começa o prazo de construção de novos hotéis, poderemos dizer se houve melhora ou não", disse Galli.

O orçamento dos Jogos de 2016 continua sendo uma incógnita e a promessa é que em maio deste ano o Comitê Rio 2016 apresente sua planilha de custos, que não incluiu investimentos em obras de infraestrutura, logística e transportes que envolve toda a cidade.

Locais de competições

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, anunciou possíveis mudanças nos locais onde serão disputadas algumas modalidades dos Jogos.

A principal delas é a transferência da competição de saltos ornamentais para o Forte de Copacabana, um dos cartões postais da zona sul da cidade. A previsão inicial era que a modalidade fosse disputada no Parque Maria Lenk, erguido na Barra da Tijuca, para os Jogos Pan-Americanos de 2007.

"No Forte, os fotógrafos e o pessoal de TV terão as melhores fotos do salto ornamental arena temporária extraordinária num local espetacular", disse Nuzman a jornalistas.

A competição de rúgbi pode acontecer em Deodoro ou no estádio do Engenhão (como segunda opção), depois de o estádio de São Januário ser descartado pelos organizadores do evento. "Todos os indícios são de que as mudanças serão aprovadas", declarou Nuzman.

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