COI diz que Sochi está pronta para Olimpíada de Inverno

O Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou nesta quinta-feira as preocupações por uma lei russa que proíbe a propaganda homossexual, garantindo que ela não viola a cláusula antidiscriminatória da carta olímpica, e declarou que a Rússia está pronta para organizar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi.

AE-AP, Agência Estado

26 de setembro de 2013 | 13h01

Jean-Claude Killy, diretor da Comissão de Coordenação do COI, manifestou sua aprovação nesta quinta em uma entrevista coletiva ao término da décima e última visita da comissão a Sochi antes dos Jogos, que começam em 7 de fevereiro.

A Rússia tem atraído a atenção como a próxima sede da Olimpíada de Inverno, porque recentemente aprovou uma lei proibindo propaganda "a propaganda a menores de relações sexuais não tradicionais", que muitos temem que possa ser aplicada a atletas e visitantes homossexuais nos Jogos.

Killy disse que a comissão deliberou por vários dias e concluiu que "o COI não tem o direito de discutir as leis do país anfitrião dos Jogos, por isso, a menos que violem a carta, estamos plenamente satisfeitos".

As autoridades russas insistem que a lei se destina a proteger crianças e não viola os direitos dos homossexuais. "Nos termos desta lei, se as pessoas de orientação sexual tradicional difundem propaganda sobre sexo não tradicional para crianças, então também serão responsabilizados", disse Dmitry Kozak , vice-primeiro-ministro encarregado dos preparativos para os Jogos de Sochi. "Portanto, não se pode simplesmente falar de discriminação".

O presidente Vladimir Putin promulgou a lei em junho. Em agosto, assinou um decreto adicional proibindo qualquer manifestação em Sochi por dois meses e meio ao redor da época dos Jogos, uma medida que é considerada destinada a impedir protestos de ativistas homossexuais.

Killy disse que a comissão do COI ficou satisfeita com o progresso das obras para os Jogos, com um custo total de US$ 51 bilhões (aproximadamente R$ 114 bilhões), que serão o mais caro da história olímpica. Kozaj disse que apenas US$ 7 bilhões (R$ 16 bilhões) foram investidos em instalações olímpicas, e o restante foi destinado para o "desenvolvimento da cidade e da região".

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