COI diz que suspensão do México é improvável após garantias do governo de não interferir

É improvável que o México seja suspenso dos Jogos Olímpicos, apesar da ameaça de interferência política na entidade em uma disputa sobre financiamento público e transparência, disse nesta terça-feira o Comitê Olímpico Internacional (COI).

REUTERS

08 de dezembro de 2015 | 17h41

Temia-se que o país pudesse ser afastado da Olimpíada, depois que o diretor da Comissão Nacional de Cultura Física e Desporte (Conade), Alfredo Castillo, alertou que os políticos poderiam intervir na administração de algumas federações nacionais em meio a acusações de falta de transparência.

O COI quer garantir a autonomia do esporte da interferência do governo, mas disse que o governo mexicano lhe deu garantias de que não vai intervir.

O diretor-geral adjunto do COI para relações com o Movimento Olímpico, Pere Miro, disse que por ora existe apenas uma ameaça e que não há uma interferência real nos órgãos esportivos nacionais do México.

Miro disse que o governo mexicano deu garantias ao COI após a entidade lhe enviar uma carta.

"Recebemos a resposta do Ministério. Ficamos satisfeitos com a carta", disse Miro a jornalistas, acrescentando que não havia evidência de nenhuma interferência do governo.

Miro afirmou que o COI é a favor de o México investigar o financiamento estatal ao esporte e se era usado corretamente. Mas disse que o governo não poderia realizar nenhuma mudança dentro das federações esportivas, como alteração de presidentes, como se havia sugerido.

(Reportagem de Karolos Grohmann)

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