COI luta para combater apostas ilegais e manipulação

Jacques Rogge alerta para o perigo representado pelo crime organizado e pede colaboração dos governos

AE-AP, Agência Estado

28 de fevereiro de 2011 | 12h15

O Comitê Olímpico Internacional (COI) está intensificando a luta global contra as apostas ilegais e resultados combinados no esporte, alertando para o perigo representado pelo crime organizado. O presidente do COI, Jacques Rogge, convocou dirigentes esportivos, políticos, casas de apostas legais e a Interpol para uma reunião na terça-feira.

"Precisamos de uma ampla colaboração dos governos", disse Rogge, que avaliou as apostas ilegais relacionadas com resultados combinados e lavagem de dinheiro como uma ameaça comparável ao doping. "Trata-se de relações com a máfia e pessoas da máfia que apostam, ao mesmo tempo, enquanto manipulam o resultado de uma partida", disse em uma teleconferência.

A iniciativa de Rogge acontece dias após a Agência Mundial Antidoping defender a criação de um órgão global de "integridade esportiva" para centralizar e reforçar os esforços anticorrupção. Alguns esportes, como o futebol e o críquete, foram abalados por investigações sobre suposta manipulação de resultados para realização de golpes através de apostas.

A avaliação é de que apostas ilegais podem movimentar dezenas de bilhões de dólares por ano na Europa Oriental e na Ásia. "Mais cedo ou mais tarde isso poderá ocorrer nos Jogos Olímpicos", disse Rogge, acrescentando que o COI monitorou os padrões de apostas durante os Jogos Olímpicos de Pequim e Vancouver e não encontrou nada suspeito.

Os ministros do governo e dirigentes da Austrália, Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Itália estão confirmados para a reunião de terça-feira no COI, na sua sede em Lausanne.

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