COI não pune ninguém por caso da ISL

O que era para ser o maior escândalo do esporte internacional, com a constatação de um propinoduto na Fifa, terminou em pizza. Cartolas ligados à entidade, suspeitos de terem recebido suborno, foram apenas advertidos pelo Comitê Olímpico Internacional), que também investigou o caso ISL, pois os envolvidos também integram o movimento olímpico. A ISL é suspeita de ter pago propinas em troca de contratos milionários com a Fifa.

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2011 | 03h06

O único que teria sido punido pelo COI, o brasileiro João Havelange, renunciou há poucos dias a seu cargo no órgão, alegando problemas de saúde. O caso foi arquivado. Já Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, sofreu uma reprimenda, enquanto o senegalês Lamine Diack, presidente da Federação Internacional de Atletismo, foi apenas advertido.

Ontem, o COI revelou que Hayatou confirmou que recebeu US$ 26 mil da ISL em 1998. Mas, com um documento datado de 2011, tentou mostrar que o dinheiro foi uma contribuição da empresa para o aniversário de sua confederação. Ainda alegou que o dinheiro foi dado em mãos por que esse era o procedimento na época.

Diack foi ainda mais criativo. Confirmou que recebeu US$ 52 mil da ISL. Mas alegou que o fez porque sua casa se incendiou.

O presidente do COI, Jacques Rogge, foi perguntado ontem se repassaria os documentos da investigação sobre Havelange à Fifa. Disse que não poderia responder. "Essa é uma questão legal'', argumentou. / JAMIL CHADE

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