Thomas Peter/Reuters
Thomas Peter/Reuters

COI: passaporte sanguíneo não resolve tudo em doping

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, disse nesta sexta-feira que o chamado passaporte sanguíneo é uma nova ferramenta contra o doping, mas que não se pode acreditar que seja "uma panacéia", com a qual o problema vá desaparecer.

EFE

14 de agosto de 2009 | 13h05

Veja também:

linkPresidente da IAAF avisa que vai tentar nova reeleição

especialMUNDIAL - Leia todas as notícias do torneio

forum QUIZ - Participe do teste sobre o Mundial

tabela CALENDÁRIO - Todos os eventos e horários

"O perfil sanguíneo nos dá informação sobre o EPO, mas não de outras substâncias dopantes, como os anabolizantes", disse Rogge, em Berlim, após a reunião da Executiva do COI com o conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, em inglês), que costuma acontecer antes do começo de cada Mundial de atletismo.

Segundo o presidente do COI, o passaporte sanguíneo só pode ser um complemento a outras ferramentas existentes.

Além disso, atualmente há uma série de dificuldades logísticas para a aplicação do mesmo no mundo todo, o que foi assunto de discussão hoje na reunião entre a Executiva do COI e a IAAF.

"A Agência Mundial Antidoping credenciou muito poucos laboratórios e isso torna necessário que as amostras de sangue tenham que ser transportadas, o que gera dificuldades logísticas", disse Rogge.

Além disso, o transporte das amostras de sangue em condições de refrigeração adequada entre dois países com climas diferentes é problemático, segundo Rogge. Para solucionar esse problema, é necessário, segundo ele, credenciar mais laboratórios.

Outro problema é a complexidade e o alto custo dos exames, por isso, há conversas com os laboratórios para determinar se existem possibilidades de simplificá-los.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.