COI pede rápida resolução de impasse sobre estádio para Olimpíada de 2020

Os organizadores da Olimpíada de Tóquio, em 2020, receberam um ultimato do Comitê Olímpico Internacional (COI) para que definam os detalhes da construção do novo Estádio Nacional, incluindo o financiamento da obra, depois de confirmarem que os custos da obra quase chegaram a duplicar.

Estadão Conteúdo

30 de junho de 2015 | 10h24

O presidente do COI, Thomas Bach, disse ao comando do comitê organizador para finalizar o planejamento antes de uma reunião do comitê olímpico no final de julho, disse, nesta terça-feira, Toshiaki Endo, o recém-nomeado ministro encarregado dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O governo japonês revelou na última segunda-feira que espera que os custos totais de construção do novo Estádio Nacional, também palco da Copa do Mundo de Rúgbi de 2019, subiram para US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 6,25 bilhões), acima da estimativa original de US$ 1,3 bilhão (R$ 4,1 bilhões). O governo municipal ainda negocia com o poder federal como os custos da obra serão divididos.

Os organizadores da Olimpíada de Tóquio esperavam reduzir esses custos, mas a decisão de manter o projeto original da arquiteta iraquiana Zaha Hadid impediu essa possibilidade. Os dois arcos enormes no topo do estádio, um recurso que os críticos tem responsabilizado pela elevação nos custos de construção, continuarão a fazer parte do projeto.

Para cortar custos, dirigentes propuseram atrasar a construção do teto retrátil e tornar temporários 15 mil dos 80 mil assentos previstos para o estádio. As obras devem começar em outubro.

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